12 de fevereiro 2019

Biomassa dedicada pode gerar 10% da energia do país em 2030

Estudo do IEMA revela ainda que precificação do carbono poderia viabilizar projetos de usinas a biomassa de eucalipto. Se o Brasil começasse a aproveitar seu potencial para gerar energia por meio de biomassa dedicada, de florestas energéticas, essa fonte poderia disponibilizar 11,65 GW em 2030, o equivalente a 5,6% da capacidade do sistema e a 10% da geração de energia. A projeção é uma das conclusões de recente estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente, o IEMA, que levanta o potencial da biomassa dedicada no Brasil. A projeção está muito acima do cenário do Plano Decenal de Energia (PDE) de 2026, extrapolado pela pesquisa até 2030, cuja previsão de contratação de projetos no período é de que a biomassa dedicada, de florestas de eucalipto plantadas, alcançarão uma participação de apenas 0,4% na matriz e de 0,7% na geração.  Para chegar ao cenário do estudo, baseado em possibilidades de exploração indicadas pelo setor florestal brasileiro, os pesquisadores do IEMA consideraram a entrada de 1 GW/ano a partir de 2022 e a substituição de térmicas a carvão ao fim de seus contratos.

Ultrapassando metas

Em área de plantio, o cenário potencial pressupõe a ocupação de 6,3 milhões de hectares, sendo 1,6 milhão de áreas de reserva legal (percentual de vegetação nativa requerida por lei para toda propriedade rural). Essa ocupação legalizada, destaca o estudo, garantiria 52,8% da meta do país de recuperação de áreas degradadas assumidas no Acordo de Paris, quando o governo brasileiro se comprometeu a restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. A adesão firme à biomassa dedicada para acionamento de térmicas também ultrapassaria a meta nacional de expansão de geração de energia a partir de fontes de energia renovável (além da hídrica) para 2030, que seguindo o compromisso do Acordo de Paris precisa ser de ao menos 23% até 2030.

O cenário do estudo estima participação de 31,8% dessas fontes em 2030, sendo 21,8% gerado de outras renováveis (eólica, solar) e 10% a partir da biomassa dedicada. Já pela projeção baseada no ritmo do PDE 2026 a geração renovável seria de 23,4% em 2030 (com 0,7% da biomassa e 22,7% das outras), portanto apenas um pouco acima da meta do Acordo de Paris. Outro ganho das térmicas a biomassa de origem florestal plantada – cuja operação é considerada mais segura que a de usinas a biomassa residual, sujeita a oscilações da produção – seria evitar a emissão de 8,3 milhões de toneladas de CO2e em 2030, o equivalente a 20,2% das emissões no SIN esperadas para o ano. O estudo conclui ainda que a aposta nas florestas energéticas alavancaria R$ 130 bilhões em investimentos na indústria nacional, com a geração de até 2,3 milhões de empregos diretos, com potencial de desenvolvimento econômico do interior do país.

Benefícios externos

Para aproveitar o potencial, porém, os pesquisadores apontam para a necessidade de se remover obstáculos que no momento dificultam o sucesso dos empreendimentos, que não têm sido bem-sucedidos em leilões. Uma sugestão seria precificar os benefícios externos da fonte, em especial redução de emissões de gases do efeito estufa. Isso poderia tornar viáveis muitos projetos, que não têm mercados maduros de compra e venda de madeira em algumas regiões do país e arcam com custo alto de florestas energéticas.

Em um exercício de cálculo, o estudo estima o ganho que uma usina a biomassa teria caso fosse implementado um sistema de precificação das emissões. Caso a tonelada de CO2equivalente fosse US$ 50, e com base da meta nacional de reduzir em 43% as emissões até 2030, uma usina poderia ser beneficiada com o equivalente a R$ 17 por MWh, o correspondente a 3% do preço da energia. Já se o carbono chegasse a US$ 80/t, o benefício seria de R$ 27/MWh, ou 5% do preço da energia. “Este mecanismo poderia favorecer os projetos de biomassa dedicada”, conclui o estudo. Outro ponto necessário para o desenvolvimento da fonte seria o estabelecimento de mercados em mesorregiões onde a madeira é mais cara, para reduzir o custo da biomassa, por meio do fomento à commoditização do combustível renovável, com medidas de incentivo à padronização da atividade e dos parâmetros da madeira nacionalmente.

Fonte: Brasil Energia  

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11 de fevereiro 2019

Produtor antecipa compras de máquinas

 expectativa de que os recursos do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) terminem antes do encerramento do Plano Safra 2018/19, em 30 de junho, tem levado os produtores rurais a antecipar suas encomendas e, com isso, mantido a indústria trabalhando a todo o vapor. "Parte do mercado está agindo dessa forma e isso pode ser comprovado pela aceleração das vendas no último trimestre", afirma Diogo Melnick, gerente de marketing da Case IH, que pertence à CNH Industrial. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entre julho e dezembro, primeiros seis meses do atual Plano Safra, as vendas de máquinas agrícolas alcançaram quase 28 mil unidades no país, 27% a mais do que no segundo semestre de 2017. Nas concessionárias, a possibilidade de os recursos com juros subsidiados (de 7,5% a 9,5% ao ano- do Moderfrota acabarem virou argumento de venda. "Não somente pela disponibilidade de crédito, mas, principalmente, pela manutenção das condições atuais de juros e prazos", diz Melnick. Ele concorda que os bons resultados de diversas cadeias agrícolas em 2018 também colaboram para a corrida às lojas.

Para Alexandre Blasi, diretor de mercado Brasil da marca New Holland (que também pertence à CNH Industrial), o risco de faltar crédito de fato motivou produtores a fechar negócios antes do previsto, "mas a maioria ainda esperando para ver como essa questão será solucionada", diz. Fontes de mercado afirmam que a situação não é muito diferente nas concessionárias de AGCO e John Deere - que, junto com a CNH Industrial, compõem o trio de multinacionais que domina o mercado de máquinas agrícolas no Brasil -, mas as empresas preferiram não conceder entrevistas sobre o tema.

 
Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), acredita que a maioria dos produtores continuará comprando no mesmo ritmo independentemente da perspectiva de falta de recursos. Para ele, o forte incremento recente das vendas está mais relacionado à conjuntura positiva do setor agropecuário. "E todo ano há um remanejamento entre as linhas de crédito [do Plano Safra], portanto a nossa perspectiva é que isso ocorra também agora", diz. A Anfavea tem conversado com o governo sobre essas necessidades. Como o Valor já informou, cálculos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) indicam que haveria demanda para uma suplementação de R$ 3 bilhões nos recursos do Moderfrota. No total, havia R$ 8,9 bilhões reservados para a linha inicialmente. Para o vice-presidente da Anfavea, ainda que faltem recursos no Moderfrota os grandes produtores conseguem financiamento com tranquilidade e taxas de juros atrativas, mesmo que um pouco maiores. "Os pequenos e médios é que nos preocupam".
 
Conforme o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), até 22 de janeiro 59% dos recursos destinados pela instituição ao Plano Safra 2018/19 como um todo já foram contratados. São R$ 10,1 bilhões de um total de 17,2 bilhões. No caso do Moderfrota MPME, restam R$ 1,7 bilhão de um total de R$ 6,2 bilhões, ou 28%. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) somente 10% do total ainda não foi contratado, ou R$ 44,8 milhões. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de um total de R$ 2,2 bilhões, restam R$ 575,6 milhões.
 
Apenas no Banco do Brasil, principal operador de crédito rural no país, a demanda para o financiamento de máquinas agrícolas, incluindo Moderfrota e outras linhas, cresceu 53% de julho a dezembro. Foram liberados R$ 2,8 bilhões, ante R$ 1,8 bilhão no mesmo período de 2017. "Mantendo essa velocidade, pode ser que os recursos terminem até março.
 
Com o começo das feiras [agropecuárias], a demanda deverá aumentar", afirma Marco Túlio Costa, diretor de agronegócios do BB. Mesmo que a Anfavea procure demonstrar tranquilidade, não são todos que acreditam que sua previsão de aumento de quase 11% das vendas de máquinas neste ano vai se confirmar sem uma suplementação no Moderfrota. "Tudo se põe em risco se não vier esse recurso adicional", afirma Blasi, da New Holland. Mas ele concorda que, se a escassez de confirmar, poderá haver um represamento das vendas compensável de julho a dezembro, primeiro semestre do Plano Safra 2019/20. De qualquer forma, ele afirma que o mercado tem condições de chegar a 7 mil colheitadeiras e de 47 mil a 50 mil tratores em 2019 - foram 5,8 mil e cerca de 39 mil no ano passado, respectivamente. "O mercado vai crescer. Tem espaço para uma recuperação. Não será um ano [bom] como 2013, mas também não ficaremos no patamar de vendas em que estávamos nos últimos anos".
 
Para Melnick, da Case IH, a forte demanda por máquinas de maior porte foi um fator que levou os recursos a rarearem antes do esperado. A empresa fechou o ano passado com a venda de mais de 100 tratores articulados acima de 400 cavalos de potência (cerca de 60% do mercado total). Em 2017, foram apenas 20 unidades desse tipo de trator negociadas no país. Como o valor unitário dessas máquinas ultrapassa a faixa de R$ 1 milhão, ante a uma média de R$ 100 mil a R$ 150 mil dos modelos de menor potência (100 cavalos), a maior demanda amplia o ticket médio dos contratos.
 
Esses tratores de grande porte são destinados principalmente à produção de grãos no Centro-Oste, afirma Melnick. "Com uma janela de plantio mais curta, os produtores têm buscado máquinas que permitam acelerar os trabalhos no campo", diz o gerente da Case. Jak Torretta Jr., diretor geral de operações da indiana Mahindra no Brasil, afirma que também houve alguma antecipação de compras de tratores de menos de 100 cavalos de potência, em razão da entrada em vigor de mais uma fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) Mar -1, que prevê uma modernização de maquinários por questões ambientais. Os modelos com potência igual ou superior a 19 kW (25 cv) até 75kW (101 cv) agora têm de ser produzidos seguindo as novas regras do programa, que visam uma redução das emissões de poluentes. A adequação já era necessário para modelos de mais de 100 cavalos desde 2015. "Muitos optaram por adquirir uma máquina mais barata antes de os novos motores serem incorporados aos modelos", diz Torretta.
Fonte: Valor Econômico 
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03 de fevereiro 2019

Porto do Rio Grande tem movimentação histórica

Soja e celulose foram os principais produtos embarcados em 2018 O setor de estatística da Superintendência do Porto do Rio Grande  concluiu o levantamento dos dados do ano passado e confirmou a maior movimentação da história do complexo portuário rio-grandino. Foram movimentadas 42,9 milhões de toneladas, um aumento de 4,3% quando comparado ao ano de 2017. O grande destaque foi a soja que movimentou mais de 16,3 milhões de toneladas. O segmento de carga geral teve crescimento de mais de 10% impulsionado pela celulose. Foram exportadas 1,6 milhão de toneladas do produto, um crescimento em 2018 de mais de 53% quando comparado ao ano de 2017. A movimentação de carga viva também teve destaque, com aumento de 78,8%, ultrapassando 152 mil animais com destino à Turquia.
“O Porto do Rio Grande é o reflexo da produção gaúcha. Esses números são o espelho de uma produção que ocorre nos mais variados municípios. O resultado numérico mostra um Estado que tem muito trabalho e potencial”, destaca Fernando Estima, superintendente do Porto do Rio Grande. O complexo soja (óleo, farelo e grão) cresceu 8,8% em 2018 ante 2017 e totalizou 16.338.613 toneladas. Somente o grão movimentou mais de 13,6 milhões de toneladas. “Os produtos in natura são ainda a maior parte da movimentação do complexo portuário, mas vemos produtos com grande valor agregado também ampliar a movimentação”, explica Estima. 

Fonte: Amanhã
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01 de fevereiro 2019

Exportações do Brasil podem aumentar US$ 10,5 bi com guerra comercial

As exportações do Brasil poderão aumentar US$ 10,5 bilhões para os Estados Unidos e a China, se as duas maiores economias do mundo ampliarem a guerra comercial, segundo estudo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). A organização prevê que cerca de 80% do ganho do Brasil será em exportações adicionais para o mercado americano, aproveitando o entrave levantado contra a entrada de produtos chineses. Ou seja, o ganho é bem maior do que na venda de soja para a China. O presidente Donald Trump já advertiu que, se não chegar a um acordo com seu colega chinês Xi Jinping, nas próximas semanas, Washington aumentará de 10% para 25% as alíquotas adicionais sobre US$ 200 bilhões de importações originárias da China. A expectativa é que Pequim reaja no mesmo nível.

Catálogo da Indústria Marítima
 
Nesse cenário, a guerra comercial vai decididamente impactar os fluxos comerciais bem mais do que até agora. O estudo da Unctad conclui que o aumento de alíquotas não é muito efetivo na proteção das companhias nacionais, mas realmente provoca desvio no fluxo comercial. Na prática, os maiores perdedores são os que estão em guerra. A Conferência da ONU estima que os efeitos das sobretaxas entre EUA e China reduzem o fluxo bilateral e causam a substituição por fornecedores de outros países. A Unctad estima que de US$ 200 bilhões de exportações chinesas sujeitas a sobretaxa nos EUA, cerca de 82% serão “capturados” por companhias de outros países, apenas 12% continuarão em mãos de firmas chinesas e 6% vão para empresas americanas. Segundo a agência da ONU, os resultados são consistentes em diferentes setores, desde maquinários a produtos de madeira, móveis, equipamentos de comunicação, químicos, instrumentos de precisão. Da mesma forma, de US$ 85 bilhões de exportações americanas sujeitas a sobretaxa na China, cerca de 85% serão capturados por empresas de outros países, as americanas vão reter menos de 10% e as chinesas podem ficar com fatia de 5%.
“A razão é simples: tarifas bilaterais alteram a concorrência global com vantagem de empresas operando em países não diretamente afetadas por elas”, diz a Unctad. “Isso será refletido nas importações e exportações em torno do globo”.
 
A estimativa é que o Brasil poderá ganhar exportações de US$ 8,5 bilhões para os EUA, com a aumento de vendas sobretudo de maquinários e metais que a China não conseguiria mais vender nos EUA por causa de sobretaxa de 25%, se aplicada realmente.
Além disso, o Brasil poderá ganhar mais US$ 2 bilhões no comércio com a China com a imposição de sobretaxa por Pequim contra os americanos, com mais vendas de produtos agrícolas e mesmo de químicos para o mercado chinês, por exemplo.
 
Soja
 
O Brasil mantém altos níveis de venda de soja, como já ocorre. Mas a Unctad diz que, mesmo se um país como o Brasil pode parecer ganhador na guerra comercial, os resultados nem sempre são positivos. Exemplifica que setores que utilizam a soja no Brasil como insumo perdem competitividade por causa de preços mais altos provocados pela maior demanda chinesa pela commodity.
 
UE
 
Para a conferência da ONU, a União Europeia (UE) sairá como principal ganhador das tensões EUA-China. Exportações europeias podem “capturar” US$ 70 bilhões do comércio entre os dois gigantes, sendo US$ 50 bilhões do que a China deixaria de vender para os EUA e US$ 20 bilhões do que os EUA deixariam de vender para a China. O México ganharia US$ 27 bilhões graças à relação próxima com os EUA. A Argentina mais US$ 2 bilhões.  Donald Trump disse, no fim de semana, que um encontro com Xi Jinping pode resultar num acordo de paz, dependendo das concessões que Pequim fará. Ele se entusiasmou com a promessa chinesa de comprar cinco milhões de toneladas a mais de soja.
 
Mas a American Farm Bureau nota que, em ano normal, os EUA exportavam 35 milhões de toneladas do produto para a China, de forma que a aparente concessão chinesa não é tão robusta como Trump quer crer. A Unctad insiste nos riscos que a guerra comercial causa numa economia global frágil. Diz que uma desaceleração da atividade causa distúrbio nos preços de commodities, mercados financeiros e no câmbio, com repercussões importantes sobre países em desenvolvimento. Persistem também os temores de mais protecionismo. A guerra EUA-China também afeta as cadeias de valor. Por exemplo, os altos volumes de exportações chinesas atingidas por sobretaxas nos EUA acabam por atingir o comércio na Ásia do Leste.
 
Fonte: Valor 
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30 de janeiro 2019

Cibra planeja dobrar sua capacidade

A Cibra, empresa de fertilizantes do grupo americano Omimex, planeja dobrar sua capacidade de produção no Brasil até 2025. Atualmente, a companhia é a sexta maior misturadora do país. A Cibra começa 2019 capitalizada para acelerar esses planos de crescimento no mercado nacional. Isso porque, em setembro, a Sirius Minerals, listada na bolsa de Londres, acertou a compra de uma fatia de 30% de seu capital. Pelo acordo, a Cibra recebeu 95 milhões de ações da Sirius, no valor de cerca de 27 milhões de libras esterlinas. Em troca, a Cibra concordou em comprar até 2,5 milhões de toneladas por ano de polihalita, um sulfato hidratado de potássio, para revendê-las em países da América do Sul. Em 2018, estimou Santiago Franco, presidente da Cibra, a empresa faturou R$ 1,4 bilhão, 16% mais que em 2017 (R$ 1,2 bilhão). Fundada em 1994, com o nome de Cibrafertil, pelo grupo Paranapanema, a empresa foi vendida em 2012 para o Abonos Colombianos (Abocol), braço de fertilizantes do grupo Omimex. Em 2014, as operações da Abocol na América Latina foram vendidas para a gigante norueguesa Yara, mas a Cibrafertil continuou com o grupo americano. A transação com a Sirius abriu caminho para a internacionalização das operações da Cibra.

"O acordo contempla as operações no Brasil e América do Sul a partir de 2021. Vai expandir o escopo da Cibra", disse Franco.
A partir de 2021, a Cibra comercializará o produto Poli4 da Sirius, um adubo composto por cálcio, magnésio, potássio e enxofre. O acordo com a Sirius dá à Cibra exclusividade nas vendas do produto no Brasil, Bolívia, Uruguai, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa. E permite vendas, sem exclusividade, na Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru. A Cibra tem a opção de prolongar os termos do contrato inicial de sete anos por mais dois períodos de cinco anos.
"Vemos benefícios tanto de longo quanto de curto prazo com essa transação. O Brasil é um dos mercados agrícolas mais importantes do mundo", disse o presidente da Sirius, Chris Fraser. Após o acordo, Fraser passou a fazer parte do conselho de administração da Cibra. Capitalizada, a tendência é a que novas aquisições também entrem no radar da companhia. "Há interesse em crescer via aquisições, mas de ativos menores em distribuição", afirmou Franco.  A Cibra mantém a estimativa de investir no país US$ 80 milhões até 2022. Em setembro de 2017, a Cibra obteve empréstimo de US$ 40 milhões do IFC, o braço de investimentos do Banco Mundial.
 
Fonte: Valor 
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29 de janeiro 2019

Ministro diz que governo vai licitar três ferrovias até 2020

O governo planeja licitar três novas concessões de ferrovias até o ano que vem. A informação foi dada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em uma rede social neste sábado. Em vídeo, o ministro disse que "o governo vai retomar o trasporte ferroviário com programa ambicioso, mas possível". Segundo ele, com as iniciativas, o peso das ferrovias na matriz de transporte deverá passar dos atuais 15% para algo entre 29% e 30% em oito anos.

A primeira das três licitações será a  ferrovia Norte-Sul, que vai ligar Porto Nacional, em Tocantins, à Estrela D´Oeste, em São Paulo. Segundo o ministro, o certame deve ocorrer em março deste ano. "Com a concessão desse segmento, vamos ligar Porto de Itaqui (Maranhão) ao de Santos (São Paulo). Vamos ter uma grande espinha dorsal ferroviária e isso vai ser transformador para o pais", disse ele. O ministro destacou que pretende licitar mais duas concessões ferroviárias neste ano ou "no mais tardar no início de 2020". Em vídeo, ele citou a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia, que ligará Caetité ao Porto de Ilhéus, e também a licitação da  Ferrogrão, em Mato Grosso. "Será um potencial transformador em Mato Grosso. Será a segunda revolução do agronegócio. Vai ter um impacto enorme nos fretes", explicou ele.
Além disso, o ministro disse que será feita a prorrogação antecipada dos contratos de concessão. "E com uma ousadia. Vamos usar as outorgas devidas pela prorrogação dos contratos para construir novos segmentos. Então, a concessionária fica responsável pela construção de um novo trecho. É dessa forma que ela paga a outorga. Uma vez a ferrovia construída, ela passa a ser da União. E com isso a União vai ter a oportunidade de licitar a operação e gerar uma nova outorga", explicou. Ele disse que a primeira a ser construída dessa forma é a ferrovia de integração do Centro-Oeste, que vai ligar Água Boa, no Matro Grosso, a Campinorte em Goias. "Isso vai impulsionar uma área que representa 16 milhões de toneladas no vale do Araguaia. Isso vai gerar competição entre eixos. É tirar caminhão das ruas e dar mais eficiência", pontuou.

Fonte:O Globo
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11 de dezembro 2018

Encontro do Programa Bate-Papo com a Diretoria

Ocorreu no dia 22 de novembro o encontro do programa Bate-Papo com a Diretoria. Participaram do evento os diretores da empresa, o RH e os colaboradores que completaram aniversário de empresa em Setembro e Outubro, além de alguns homenageados dos Muitos Anos 2018.
O Programa está alinhado com as práticas de comunicação interna da TMSA uma vez que proporciona a integração e a comunicação entre todos os níveis da empresa (diretoria, liderança e colaboradores). É um momento de aproximação, trocas de experiências, conhecimento e novas ideias para o fortalecimento da empresa.
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10 de dezembro 2018

XV Seminário de Aprendizagem Acompar

Aconteceu no dia 28 de novembro o XV Seminário do Programa de Aprendizagem promovido pela ACOMPAR (Ação Comunitária Participativa), onde os aprendizes da TMSA apresentaram os seus trabalhos sobre educação ambiental, cidadania e sustentabilidade.
Temos muito orgulho em participar e contribuir para o desenvolvimento dos jovens aprendizes.
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29 de novembro 2018

Setor de máquinas e equipamentos cresceu 7,7% neste ano

Abimaq está otimista com o resultado e acredita em uma reação do mercado doméstico em 2019.Puxada pelo bom desempenho das exportações, a indústria de máquinas e equipamentos encerrou outubro com um faturamento de R$ 65,1 bilhões no acumulado do ano, o que significa um crescimento de 7,7% sobre os dez primeiros meses de 2017 e uma alta de 14,4% sobre igual mês do ano passado. Na comparação com setembro último, houve expansão de 1,9%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A entidade destaca que o resultado foi puxado pelas exportações, com elevação de 10,3% com US$ 8,1 bilhões. Só em outubro, foram adicionados US$ 96 milhões ou 29,1% mais do que no mês anterior. Entre os itens mais vendidos ao exterior estão componentes como válvulas e bombas. 

De acordo com a Abimaq, em razão da crise econômica da Argentina, os negócios no Mercosul recuaram 11,9%, enquanto para aos Estados Unidos as vendas aumentaram 28,8% e para a Europa 44,6%. No mercado interno, as vendas caíram 0,7% , no acumulado do ano, mas foram 13,2% superiores a outubro de 2017. Apesar do bom desempenho estar associado ao câmbio favorável e à demanda externa, o presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, está otimista com o resultado e acredita em uma reação do mercado doméstico no próximo ano. “Estamos vivendo um momento de recuperação e temos a perspectiva de que o Brasil volte e a crescer e atinja uma alta entre 2,5% a 3% no PIB”, avalia. O dirigente informou ter saído esperançoso da conversa de mais de duas horas que teve na segunda-feira (26) com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro. “Ele manifestou interesse em manter diálogo constante com a indústria, prevendo a volta de um crescimento de 5% ao ano e nós construímos uma ponte para isso”, afirmou Marchesan. Ele também revelou que pretende pedir ao governo federal que conceda uma suplementação de R$ 3 bilhões à linha de financiamento para compra de máquinas agrícolas, pois o montante previsto por meio do Moderfrota teve se encerrar em fevereiro do próximo ano. 

Ainda segundo os dados da Abimaq, em outubro o consumo de máquinas e equipamentos importados aumentou 23,4% sobre setembro último e 23% na comparação a outubro do ano passado e grande maioria foi comprada da China (18,5%) e Estados Unidos que eram os líderes entre os fornecedores com 22% passaram a representar 17% das importações. Na terceira posição está a Alemanha (15,8%). No acumulado do ano, as importações atingiram US$ 12,3 bilhões ou 16,4% acima de 2017. A base de empregados no setor atingiu em outubro 302,6 mil pessoas com alta de 0,3% entre setembro e outubro e 4,2% superior a outubro do ano passado. Ao longo do ano, foram abertas 13,5 mil vagas.

Fonte: Amanhã 
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13 de novembro 2018

Obra vai triplicar capacidade de exportação do Porto de Paranaguá

Em apenas três meses de execução, a obra que vai triplicar a capacidade de movimentação de grãos do Porto de Paranaguá, passando dos atuais 2 milhões de toneladas de grãos para 6,5 milhões de toneladas - está avançando e sem atrasos.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) destinou recursos próprios que somam R$ 177,5 milhões para a ampliação e modernização dos berços 201 e 202.

Já foram concluídas as etapas de sondagem e verificação do solo e está em andamento a execução das estacas de ampliação e reforço do cais e das estacas dos pórticos.

O contrato também prevê a instalação de dois carregadores de navios de 2 mil toneladas/hora – hoje operando com 1000 toneladas/hora e 1.500 toneladas/hora-, instalação de passarela de pedestres, troca de defensas, espaçadores metálicos, a instalação de novo dolfim (coluna) de amarração de navios e das correias transportadoras de grãos e açúcar que estão sendo fabricados.

O prolongamento em 100 metros do berço 201, no extremo oeste do Porto, permitirá a atracação de navios de grande porte no local. A previsão de término de entrega da obra é para 13 de março de 2020.

FISCALIZAÇÃO - De acordo com o presidente da Appa, Lourenço Fregonese, atualmente o contrato está dentro do prazo e sem atrasos. “Temos uma equipe de fiscalização permanente acompanhando a obra, para garantir o cumprimento dos prazos e a qualidade dos serviços contratados. Além disso, os engenheiros da Appa verificam na fábrica os equipamentos que serão instalados neste projeto do Porto de Paranaguá”, afirmou.

Paralelamente ao setor de engenharia, a equipe da Diretoria e Meio Ambiente fiscaliza o cumprimento das condicionantes exigidas pelo órgão ambiental no licenciamento da obra.

O diretor de Operação do Porto de Paranaguá, Luiz Teixeira da Silva Junior, que atua na Appa há 42 anos, conta que as obras de ampliação e melhorias do cais oeste respondem a um desejo antigo da comunidade portuária. “É uma grande conquista para o Porto. São 28 anos de espera por esta obra que, desde 1990, já teve três versões do projeto elaborado”, diz Teixeira.??

BENEFÍCIOS - As mudanças trarão mais agilidade nas operações do Porto e a possibilidade de atracação de navios maiores e mais pesados, de até 80 mil toneladas de porte bruto (TPB).?? A obra também dará um fôlego extra ao setor leste do Porto de Paranaguá, que está sobrecarregado e não pode mais ser ampliado.

Segundo projeto apresentado pela Appa, o setor leste já vem trabalhando com demanda reprimida, principalmente em relação a graneis sólidos vegetais, e está próximo ao seu limite logístico e operacional.

Com a ampliação do cais oeste, a movimentação de cargas será triplicada, descongestionando o setor leste, e abrindo novas alternativas de escoamento para o agronegócio do Paraná.

 

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12 de novembro 2018

Mais Conforto na Parada de ônibus TMSA

A TMSA , depois de promover um clima confortável na área de descanso, agora o momento é a segurança e bem-estar dos colaboradores e comunidade.

O projeto da nova parada de ônibus em frente a TMSA, contou com ajuda dos colaboradores internos.

Parabéns aos envolvidos pela iniciativa, que os colaboradores e comunidade, façam bom uso!

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05 de novembro 2018

TMSA conta com área de descanso e lazer

A TMSA preocupada cada vez mais na qualidade de vida dos colaboradores e com o meio ambiente, criou a área de descanso ao ar livre, localizada próximo à entrada da empresa, onde conta agora com mesas de dama.

Entretanto, este projeto não poderia ter dado certo sem a ajuda dos colaboradores internos, que desenvolveram e construíram as mesas de dama através das sobras de sucatas.

Além desse ambiente, a empresa dispõe de um Centro de Lazer, onde é possível reunir os colegas para um churrasco, jogar sinuca, fla-flu e pingpong.

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