19 de junho 2018

O Portal Biomassa BR traz uma entrevista exclusiva com Marcelo Joaquim da empresa TMSA!

Uma série de entrevistas nos próximos dias pretende trazer o perfil das empresas que estarão presentes na 3ª Expobiomassa este ano, a qual acontece entre os dias 04, 05 e 06 de setembro em Curitiba, no Paraná! 

Confira abaixo a entrevista com Marcelo Joaquim, representante da TMSA, a qual é a principal fornecedora de equipamentos para terminais e movimentação de granéis sólidos. 

Biomassa BR: Nos conte um pouco sobre a trajetória da TMSA e como ela vem se destacando no setor de Biomassa Brasileiro. 

TMSA: O Grupo TMSA é um dos principais fornecedores de equipamentos para terminais e movimentação de granéis sólidos em altas capacidades e longas distâncias. Atuando desde 1966, cerca de um terço das principais commodities brasileiras embarcadas passam pôr equipamentos TMSA. A TMSA conta com uma equipe de profissionais especializados em disciplinas como Engenharia, Mecânica Elétrica, Automação e Controle Ambiental, oferecendo um portfólio tecnológico único. Com desenvolvimento próprio ou por meio de suas alianças com grandes nomes reconhecidos globalmente, oferece soluções integradas de padrão mundial, específicas para cada cliente. Todo projeto TMSA se destaca pela confiabilidade, segurança e durabilidade, mas vai além: oferece uma visão global que integra investimentos com aspectos ambientais, sociais e de infraestrutura. Tendo em vista nossa tradição no mercado de movimentação e nossa parceria de 27 com a fabricante alemã de equipamentos para produção de pellets, juntos oferecemos a solução completa desde o projeto até o produto acabado. 

Biomassa BR: Como você classifica o setor atualmente e quais suas expectativas para os próximos anos? 

TMSA: A biomassa está deixando de ser tratada como um sub produto ou resíduo e sendo considerada uma excelente matéria prima como fonte de energia térmica, elétrica e até mesmo na nutrição animal. Falando especificamente sobre pellets, em função de nossa grande oferta de biomassa, há excelentes perspectivas para projetos aqui no Brasil para exportação em larga escala para os países que assinaram o acordo de Paris (COP21) e que se comprometeram em mudar suas matrizes energéticas por uma fonte renovável. Além deste, percebemos um forte crescimento na demanda no mercado local (Brasil) para aquecimento de aviários que produzem frango de corte. As dificuldades de armazenagem e operacionais com o uso da lenha está fazendo com que os avicultores procurem alternativas mais eficientes. Somente no Estado do Paraná por exemplo, há mais de 29.000 aviários onde aos poucos estão sendo convertidos de lenha por pellets. Há também o mercado de consumo residencial europeu (aquecimento doméstico) que é consolidado e consome mais do que produz, importando grandes volumes. Empresas brasileiras que possuem resíduo também estão atentas a esta interessante fatia, ainda mais com os patamares atuais do câmbio. 

Biomassa BR: Quais desafios você ainda acha que o setor precisa vencer para se fortalecer ainda mais? 

TMSA: Apesar de embrionária, já existem algumas propostas públicas de incentivo em tramitação para uso da biomassa como fonte renovável de energia. Pelo lado do governo, precisamos maior ênfase neste setor haja vista que possuímos uma das maiores ofertas de biomassa do mundo (bagaço de cana, resíduos florestais, etc). Por outro lado, as indústrias do setor privado que geram um grande volume de resíduos de biomassa, ficam sobre uma área cinza entre investir ou não em um negócio que não é seu core business. 

Biomassa BR: A TMSA é uma das expositoras da 3ª Expobiomassa este ano e quais novidades a empresa pretende trazer ao público durante o evento? Algum produto novo? Algum lançamento? Tecnologia novo? Fique a vontade para descrever! 

TMSA: Em termos de tecnologia, estaremos promovendo nossos 11 modelos de peletizadoras que atendem à diversas capacidades (desde 0,3t/h até 6t/h por máquina). Além disso, nossa tecnologia dispensa o uso de moinho martelos em determinadas aplicações (Exemplo: peletização de maravalha) reduzindo significativamente o custo operacional do processo, principalmente no que se refere ao gasto com energia elétrica. Além disso estaremos no estande atuando em parceria com o banco DL (Deutsche Leasing) e Comexport fazendo simulações de leasing e financiamento aos interessados em investir neste setor. 

5- Como a empresa enxerga eventos como o CIBIO e a 3ª Expobiomassa para o setor e como a mesma se sente em fazer parte dele neste momento? 

É um evento onde diversos setores buscam entender um pouco mais sobre as aplicações da biomassa e, no nosso caso, pellets. O interesse em ?descobrir o novo? é o primeiro passo para alavancarmos o mercado e para nós da TMSA é uma oportunidade muito direcionada para abordarmos não apenas sobre nossos equipamentos e tecnologias, mas também transmitir as perspectivas de produção e consumo deste produto no Brasil e no mundo. 


Fonte: Thayssen Carvalho - Portal Biomassa BR
 
 
Saiba mais

05 de junho 2018

Exportação de soja em grão vai atingir quase US$ 30 bi

A demanda externa aquecida pela soja brasileira em tempos de colheita recorde levou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) a novamente elevar sua estimativa para os embarques do grão do país em 2018. Segundo levantamento divulgado pela entidade na sexta-feira, as vendas externas alcançarão o recorde de 72,1 milhões de toneladas, 900 mil a mais que o estimado anteriormente e volume 5,7% maior que o do ano passado. A partir desse ajuste, e levando-se em consideração que a Abiove projeta um preço médio de US$ 410 por tonelada exportada este ano, 8,8% superior à média de 2017, a previsão para a receita das exportações do grão subiu a US$ 29,6 bilhões, ante US$ 25,7 bilhões no ano passado.

A Abiove não alterou suas estimativas para as exportações de farelo e óleo de soja. Para o farelo, prevê embarques de 17 milhões de toneladas, quase 3 milhões a mais que em 2017, com receita de US$ 6,6 bilhões (US$ 390 por tonelada, em média). O forte incremento reflete a redução da oferta argentina em decorrência da forte quebra desta safra 2018/19. Para o óleo de soja, projeta 900 mil toneladas, ou US$ 675 milhões.
 
 
Fonte: Valor
Saiba mais

03 de junho 2018

Vale pode ultrapassar produção de minério de ferro prevista no S11D

A Vale pode superar em 3 milhões de toneladas de minério de ferro a faixa de meta de produção para o Complexo S11D Eliezer Batista, localizado no Pará, chegando a 58 milhões de toneladas (Mt) neste ano, segundo uma fonte com conhecimento no assunto. A previsão da mineradora, divulgada ainda no ano passado, é de produzir de 50 milhões a 55 Mt neste ano. 

Isso ocorre em meio a vendas de mais canga, minério de ferro com maior teor de contaminantes, junto com o produto, devido à forte demanda, disse a fonte que pediu anonimato porque os dados são confidenciais. A Vale, no entanto, mantém a previsão oficial de produção. A maior produtora de minério de ferro do mundo ainda está em processo de crescimento da produção na mina S11D no Pará, que foi inaugurada em dezembro de 2016. No ano passado, a Vale produziu 22 milhões de toneladas no S11D. A evolução no volume de produção no S11D será escalado, com uma previsão para o ano que vem de 70 milhões a 80 milhões de toneladas, alcançando, em 2020, o ramp up para produção anual de 90 Mt de minério de ferro.

Além disso, a estimativa da Vale é de que em 2020, o custo do minério de S11D entregue no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, excluindo os royalties, o chamado custo-caixa C1, fique em US$ 7,7 por tonelada - 47% menor que o custo C1 médio da Vale atual. Grandes investimentos no projeto aumentaram a dívida da Vale durante a construção do empreendimento, coincidindo com uma acentuada queda nos preços do minério de ferro. O Complexo do S11D é considerado o maior projeto da história da mineração, com mina, usina, logística ferroviária e portuária, com um aporte de US$ 14,3 bilhões, sendo o maior investimento privado feito no Brasil nesta década. Com informações da agência de notícias Reuters.

Fonte: Notícia de Mineração 

Saiba mais

15 de maio 2018

Missão da FIERGS inicia participação na feira de Hannover

A agenda da missão brasileira à feira de Hannover, liderada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), iniciou na manhã desta segunda-feira (23), com a abertura daquele que é considerado o principal evento de tecnologia industrial do mundo. “Liderar a missão a Hannover significa promover a competitividade da indústria gaúcha e a geração de negócios entre as empresas por meio da oferta de um programa completo de visitas e prospecção ao que se tem de melhor e de mais avançado no mundo em termos produtivos”, declara o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. Ele lembra que, neste ano, o destaque será para as áreas de automação industrial, fábrica digital, energia, partes e peças, além de pesquisa e desenvolvimento. “A feira apresentará também a evolução e a consolidação da Indústria 4.0, que se tornará cada vez mais uma realidade nas nossas fábricas”, completa. O grupo brasileiro é formado por 82 representantes, de 44 empresas, incluindo 24 gaúchas, e de 11 entidades representativas, de dez estados. Entre elas estão companhias com tradicional participação em feiras internacionais, como Weco, Máquinas Condor, Novus e TMSA. Doze micro e pequenas empresas selecionadas pelo edital do Sebrae/RS também integram a missão, incluindo estreantes em Hannover, de setores como joias, energia, madeira e borracha. Entre os objetivos de grande parte das integrantes da missão da FIERGS está o de ver de perto o que o mercado mundial está fazendo em relação às tecnologias e indústria 4.0. A AGST Controles e Automação, de Porto Alegre, tem como plano principal entender a tecnologia mundial e ver de que forma ela pode contribuir para nossa realidade. “A partir daí, buscaremos opções de fornecedores que possam auxiliar em nossos produtos”, destaca o diretor-administrativo, Christian da Fonseca Garcia. O maior interesse está em desenvolvedores de aplicativos e fornecedores de sensores.

 
Especializada em produtos para supervisão e controle da energia elétrica, a IMS Power Quality, de Porto Alegre, tem interesse em questões envolvendo a indústria 4.0 aplicada à sua área de atuação. “Estamos aqui atrás de conhecimento para verificar qual direção devemos seguir em relação à indústria 4.0, pois verificamos necessidade de dar mais robustez para nossa empresa nesse sentido”, declara a diretora da empresa, Débora Presotto. A HWSul, de Farroupilha, é prestadora de serviços em eletricidade e automação industrial e está em sua primeira feira internacional com a ideia de ver de perto as novidades em tecnologia que possam atender às demandas de seus clientes. “A forma como a missão é estruturada possibilita que tenhamos uma vivência intensa, para obter os melhores resultados da viagem”, avalia o sócio-proprietário da HWSul, Helisson Teles. Os representantes da fabricante de cadeiras profissionais de Erechim, a Cavaletti visitam a feira na procura por conhecimento que agreguem ainda mais competitividade à companhia. “Queremos cultivar esse mercado na região norte do Estado, verificar aquilo é que aplicável por aqui”, declara o diretor-presidente, Mario Luiz Cavaletti. Há três anos no mercado, a Doled, incubada na Universidade Regional do Noroeste do RS (Unijui), vai atrás de conhecimento de mercado. “Está no nosso plano de negócios iniciar as exportações de alguns produtos. A participação na feira veio no momento adequado”, comenta o sócio-proprietário, João Fernando Weber. Além de conhecer as tendências internacionais em tecnologia, a fabricante de joias Zortéa, de Guaporé, está em Hannover para fechar negócios. “Estamos em busca de questões bem específicas, como fornecedores de produtos para galvânica ,retificadores e tecnológicas para tratamento de superfície”, informa o proprietário da companhia, Nilso Carlos Zortéa. Já para a DLR Automação, de Caxias do Sul, a meta é procurar parcerias comerciais e conhecer de perto as tendências mundiais na área da indústria 4.0. “Já atuamos fortemente em segmentos como projetos de adequação à NR-12 e outras normas de segurança no trabalho, agora, trabalhamos para diversificar nossa linha de produtos”, relata o diretor da empresa, Rodrigo Dalongaro.
 
Especializada em vendas, compras e desenvolvimento de fornecedores em produtos e serviços, e sistemas de gestão da qualidade e produção, a Giaco Business Company (GBC), de Caxias do Sul, está na Alemanha para se inspirar no que as empresas do mundo estão fazendo, especialmente, em relação à indústria 4.0. “Absorver experiências de outros mercados vai contribuir para qualificarmos nossos produtos e serviços”, opina o diretor Luiz Carlos Giacommeli. A Gomasul Borrachas, de Bento Gonçalves, ainda não exporta, mas fornece itens para clientes que comercializam suas máquinas fora do Brasil. “Nossa ideia é conhecer as novidades que a indústria mundial oferece na nossa área, que possa ser aplicada à nossa realidade. Se possível, daremos início a relações comerciais de importação e exportação”, prevê o diretor da empresa Gilson Rigo. A Matusa Madeiras, de Terra de Areia, tem a madeira de pinus como matéria-prima. “Estamos em Hannover na busca por algo inovador, queremos desbravar nossas barreiras em um cenário competitivo como o da Alemanha”, afirma o diretor da empresa, Matusalem Fagundes. A expectativa é encontrar o conhecimento avançado de tecnologias inovadoras, que, no curto prazo, possam integrar as indústrias da sua região. A TDS Sistemas de Informação, de Bento Gonçalves, oferece sistemas de gestão para indústria e está na feira com o foco de entender quais as movimentações estão sendo feitas na Alemanha, em relação à operação das indústrias dentro de um sistema 4.0. “Queremos analisar as aplicabilidades da indústria 4.0, além do que temos aqui, onde podemos chegar”, projeta o diretor comercial e de produtos da empresa, Fernando Toneser. A feira de Hannover ocorre até o dia 27 de abril.
 
Fonte: Fiergs
Saiba mais

07 de maio 2018

Missão da FIERGS inicia participação na feira de Hannover

A agenda da missão brasileira à feira de Hannover, liderada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), iniciou na manhã desta segunda-feira (23), com a abertura daquele que é considerado o principal evento de tecnologia industrial do mundo. “Liderar a missão a Hannover significa promover a competitividade da indústria gaúcha e a geração de negócios entre as empresas por meio da oferta de um programa completo de visitas e prospecção ao que se tem de melhor e de mais avançado no mundo em termos produtivos”, declara o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. Ele lembra que, neste ano, o destaque será para as áreas de automação industrial, fábrica digital, energia, partes e peças, além de pesquisa e desenvolvimento. “A feira apresentará também a evolução e a consolidação da Indústria 4.0, que se tornará cada vez mais uma realidade nas nossas fábricas”, completa.

O grupo brasileiro é formado por 82 representantes, de 44 empresas, incluindo 24 gaúchas, e de 11 entidades representativas, de dez estados. Entre elas estão companhias com tradicional participação em feiras internacionais, como Weco, Máquinas Condor, Novus e TMSA. Doze micro e pequenas empresas selecionadas pelo edital do Sebrae/RS também integram a missão, incluindo estreantes em Hannover, de setores como joias, energia, madeira e borracha.
Entre os objetivos de grande parte das integrantes da missão da FIERGS está o de ver de perto o que o mercado mundial está fazendo em relação às tecnologias e indústria 4.0. A AGST Controles e Automação, de Porto Alegre, tem como plano principal entender a tecnologia mundial e ver de que forma ela pode contribuir para nossa realidade. “A partir daí, buscaremos opções de fornecedores que possam auxiliar em nossos produtos”, destaca o diretor-administrativo, Christian da Fonseca Garcia. O maior interesse está em desenvolvedores de aplicativos e fornecedores de sensores.
Especializada em produtos para supervisão e controle da energia elétrica, a IMS Power Quality, de Porto Alegre, tem interesse em questões envolvendo a indústria 4.0 aplicada à sua área de atuação. “Estamos aqui atrás de conhecimento para verificar qual direção devemos seguir em relação à indústria 4.0, pois verificamos necessidade de dar mais robustez para nossa empresa nesse sentido”, declara a diretora da empresa, Débora Presotto. A HWSul, de Farroupilha, é prestadora de serviços em eletricidade e automação industrial e está em sua primeira feira internacional com a ideia de ver de perto as novidades em tecnologia que possam atender às demandas de seus clientes. “A forma como a missão é estruturada possibilita que tenhamos uma vivência intensa, para obter os melhores resultados da viagem”, avalia o sócio-proprietário da HWSul, Helisson Teles.
Os representantes da fabricante de cadeiras profissionais de Erechim, a Cavaletti visitam a feira na procura por conhecimento que agreguem ainda mais competitividade à companhia. “Queremos cultivar esse mercado na região norte do Estado, verificar aquilo é que aplicável por aqui”, declara o diretor-presidente, Mario Luiz Cavaletti. Há três anos no mercado, a Doled, incubada na Universidade Regional do Noroeste do RS (Unijui), vai atrás de conhecimento de mercado. “Está no nosso plano de negócios iniciar as exportações de alguns produtos. A participação na feira veio no momento adequado”, comenta o sócio-proprietário, João Fernando Weber. Além de conhecer as tendências internacionais em tecnologia, a fabricante de joias Zortéa, de Guaporé, está em Hannover para fechar negócios. “Estamos em busca de questões bem específicas, como fornecedores de produtos para galvânica ,retificadores e tecnológicas para tratamento de superfície”, informa o proprietário da companhia, Nilso Carlos Zortéa.
Já para a DLR Automação, de Caxias do Sul, a meta é procurar parcerias comerciais e conhecer de perto as tendências mundiais na área da indústria 4.0. “Já atuamos fortemente em segmentos como projetos de adequação à NR-12 e outras normas de segurança no trabalho, agora, trabalhamos para diversificar nossa linha de produtos”, relata o diretor da empresa, Rodrigo Dalongaro.

Especializada em vendas, compras e desenvolvimento de fornecedores em produtos e serviços, e sistemas de gestão da qualidade e produção, a Giaco Business Company (GBC), de Caxias do Sul, está na Alemanha para se inspirar no que as empresas do mundo estão fazendo, especialmente, em relação à indústria 4.0. “Absorver experiências de outros mercados vai contribuir para qualificarmos nossos produtos e serviços”, opina o diretor Luiz Carlos Giacommeli. A Gomasul Borrachas, de Bento Gonçalves, ainda não exporta, mas fornece itens para clientes que comercializam suas máquinas fora do Brasil. “Nossa ideia é conhecer as novidades que a indústria mundial oferece na nossa área, que possa ser aplicada à nossa realidade. Se possível, daremos início a relações comerciais de importação e exportação”, prevê o diretor da empresa Gilson Rigo.
A Matusa Madeiras, de Terra de Areia, tem a madeira de pinus como matéria-prima. “Estamos em Hannover na busca por algo inovador, queremos desbravar nossas barreiras em um cenário competitivo como o da Alemanha”, afirma o diretor da empresa, Matusalem Fagundes. A expectativa é encontrar o conhecimento avançado de tecnologias inovadoras, que, no curto prazo, possam integrar as indústrias da sua região. A TDS Sistemas de Informação, de Bento Gonçalves, oferece sistemas de gestão para indústria e está na feira com o foco de entender quais as movimentações estão sendo feitas na Alemanha, em relação à operação das indústrias dentro de um sistema 4.0. “Queremos analisar as aplicabilidades da indústria 4.0, além do que temos aqui, onde podemos chegar”, projeta o diretor comercial e de produtos da empresa, Fernando Toneser. A feira de Hannover ocorre até o dia 27 de abril.
Saiba mais

02 de maio 2018

O novo transportador da vale

A Vale está dando um choque de sustentabilidade no sistema de transporte de minério de sua mais tradicional operação. O ROM de itabirito proveniente das Minas do Meio e de Conceição até a usina do Cauê, em Itabira (MG), deixará de ser feito por caminhões Off Road dando lugar a um Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD), com 3,1 km de extensão e coberto por estruturas metálicas. A implantação está em curso com as devidas licenças (Prévia/Instalação/ Operação). As vantagens do ponto de vista ambiental são evidentes e sua instalação, em terreno da própria Vale, em área da Cava Chacrinha, com solo totalmente antropizado, destituído de vegetação, cobertura pedológica e curso d´água, também é outra garantia nesse sentido. O projeto prevê um trecho em solo (2.536 m) e outro aéreo (360 m) até a pilha pulmão de alimentação da britagem da Usina Cauê. O TCLD, com vida útil prevista de 30 anos, foi projetado para 6.000 t/h e deverá operar com 4.900t/h de minério de ferro, a uma velocidade de 3,5 m/s.

Fonte: Inthemine 

Saiba mais

30 de abril 2018

Exportações do agro crescem 11% em MT

As exportações do agronegócio fecharam o primeiro trimestre desse ano com alta de 11% em relação ao mesmo momento do ano passado em Mato Grosso. De janeiro a março de 2018, a receita somou US$ 3,61 bilhões ante US$ 3,25 bilhões, mantendo a segunda posição do ranking nacional, atrás apenas de São Paulo, cujo faturamento no período foi de US$ 4,06 bilhões.  Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) mostram que a receita global das exportações mato-grossenses nesse primeiro acumulado somaram US$ 3,65 bilhões, ou seja, as vendas feitas pelo Estado seguem extremamente dependentes da pauta ‘agro’, já que ela representa 98% do saldo até março. Em março, com vendas em US$ 1,77 bilhão, Mato Grosso liderou o ranking das exportações do agronegócio no país.  As exportações do agro, acompanhadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mostram que dos mais de US$ 3,65 bilhões faturados pelo Estado, 66,63% do saldo financeiro acumulado vieram dos embarques do complexo soja (grão, farinha e óleo), outros 15,65% das vendas de cereais e farinhas, em especial, do milho, 9,34% das vendas de carnes e outros 6,37% da receita vieram das exportações do algodão.  O saldo trimestral de Mato Grosso agrega as receitas de janeiro, fevereiro e março, que foram de US$ 878 milhões, US$ 963 milhão e de US$ 1,77 bilhão, respectivamente. Considerando os US$ 21,46 bilhões da receita brasileira com as exportações dos produtos do agro, São Paulo respondeu por 18,93%, Mato Grosso por 16,83%, Paraná por 13,64%, Rio Grande do Sul por outros 12,37% e Minas Gerais por 7,97%.  

SALDO – No acumulado do primeiro trimestre de 2018, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 21,47 bilhões, cifra que supera em 4,6% o resultado de igual período do ano passado, significando recorde para resultados de janeiro a março. Tal acréscimo atribui-se ao aumento de 6,7% na quantidade embarcada, uma vez que houve queda de 1,9% no índice de preço. A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agronegócio, somando US$ 4,65 bilhões. A União Europeia ocupou a segunda posição no ranking de blocos econômicos e regiões geográficas de destino das vendas externas do agronegócio brasileiro no mês. Houve crescimento de 22,9% nas vendas ao mercado, decorrentes, principalmente, do aumento nas exportações de celulose (+162,6%), soja em grãos (+59,7%), sucos de laranja (+38,8%), fumo não manufaturado (+120,2%) e farelo de soja (+12,9%).  

O coordenador de Competitividade do Departamento de Acesso a Mercados do Mapa, Luiz Fernando Wosch, observou que, na relação dos vinte maiores importadores do agronegócio, tiveram crescimento na aquisição de produtos brasileiros em índices acima de 30%: Egito (+92,4%, US$ 2,15 bilhões), Espanha (+49,7%, US$ 2,12 bilhões), Bangladesh (+41,3%, US$ 1,51 bilhão), Vietnã (+33,6%, US$ 1,46 bilhão), Emirados Árabes Unidos (+33,5%, US$ 1,76 bilhão) e Hong Kong (+31,1%, US$ 2,67 bilhões). 

Fonte: Folha Max 
Saiba mais

16 de abril 2018

Koala aumenta sua capacidade produção de pellets

 

A Koala Energy é um dos principais produtores de pellets no Brasil atendendo a demanda local e de países no exterior. Além da demanda nacional, fornece para o rigoroso mercado de aquecimento residencial Europeu, sendo o maior exportador brasileiro para este segmento.

No mês de Fevereiro, a empresa adquiriu uma nova peletizadora com capacidade de produção de 4 toneladas por hora modelo 45-1250 de nossa representada Alemã Amandus Kahl.

Nós da TMSA e Kahl queremos agradecer pela confiança da Koala Energy em podermos fazer parte deste momento de expansão!

 
 
 

 

Saiba mais

15 de abril 2018

Resultado na mineração ajuda Votorantim a reverter prejuízo de 2017

O grupo Votorantim registrou um lucro líquido de R$ 810 milhões em 2017, resultado que supera o prejuízo de R$ 1,3 bilhão no ano anterior. A melhora no desempenho do grupo está ligado, principalmente, a alta nos metais não ferrosos com que a Nexa Resources, ex-Votorantim Metais, atua.  Em 2016, a Votorantim fez uma baixa contábil de ativos de R$ 1,8 bilhão aplicada no negócio de aços longos no Brasil, colocado à venda, e devido a suspensão das operações de níquel. O resultado de 2017, por sua vez, foi beneficiado pela alta nos preços de zinco, que subiu 38% no ano; de cobre, com 27%; chumbo, com alta de 24%; e alumínio, com elevação de 23%. Também pesou positivamente o aumento de volume e maiores preços na venda de energia no mercado elétrico do país. O ganho da companhia também teve contribuição do maior lucro líquido proveniente das empresas reconhecidas por equivalência patrimonial, que somou R$ 1,2 bilhão. A maior fatia, R$ 414 milhões, veio da Citrosuco, seguida pela Fibria, de celulose, com R$ 3,2 milhões, e do Banco Votorantim, R$ 315 milhões. A divisão de cimento, principal negócio individual do grupo, foi a grande exceção, principalmente nas operações do Brasil, onde o mercado, após três anos de quedas sucessivas, volta a dar sinais de reação em 2018. Além da elevada ociosidade, o setor enfrenta uma depressão histórica nos preços do produto.

A receita líquida do grupo Votorantim, que engloba as operações de cimento, zinco e polimetálicos, alumínio, aço longo na Argentina e Colômbia e energia, registrou alta de 5% em relação a 2016 e alcançou R$ 27,2 milhões. O decréscimo de 7% na receita líquida da Votorantim Cimentos, para 11,1 bilhões, foi compensado pelo aumento de 25% na Nexa Resources, que atingiu US$ 2,5 bilhões, aproximadamente R$ 8 bilhões, e de 8% na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que atingiu R$ 4,6 bilhões. A área de energia, o faturamento líquido totalizou R$ 4,1 bilhões. O negócio de aço longo, após a fusão da Votorantim Siderurgia com a ArcelorMittal no Brasil, passou a ser reportado somente com as operações de Argentina e Colômbia. As operações dos dois países somaram R$ 1,7 bilhão, 6% superior à de 2016. No resultado operacional, medido por lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), a companhia obteve aumento de 12%, para R$ 4,8 bilhões. A margem subiu um ponto percentual em relação ao ano anterior, para 17%. A companhia contou com a entrada de caixa da oferta pública de ações (IPO) em Nova York da empresa de mineração e metalurgia de zinco e outros metais Nexa e da venda de ativos de cimento no Chile, Estados Unidos e China. Com isso, aliada à melhor geração de caixa, a Votorantim reduziu seu endividamento e a alavancagem financeira caiu a um patamar bastante confortável. A relação da dívida líquida sobre Ebitda foi a 2,6 vezes, comparada com 3,46 vezes no fim de 2016. A dívida bruta fechou o ano em R$ 24,6 bilhões e a tendência é de mais redução ao longo deste ano.

"O Brasil passou por um ano turbulento. Nesse período, mantivemos nossos investimentos, foco em nossos clientes e em nossas operações e, no que diz respeito às finanças, fomos disciplinados", disse João Miranda, presidente do grupo Votorantim, em comunicado. O executivo falou sobre decisões importantes no ano o acordo com um fundo de pensão do Canadá para investimento no negócio de geração de energia eólica e o IPO da Nexa. Já neste ano, Miranda aponta a aprovação do Cade da fusão do negócio de aço e o acordo de união da Fibria com a Suzano Papel e Celulose. Desconsiderando o efeito das baixas contábeis, a Votorantim S.A. informa que seu lucro líquido teria subido aproximadamente 15% em 2017.

Mineração

A Nexa Resources, ex-Votorantim Metais, apresentou lucro de R$ 542 milhões, mais que o dobro dos R$ 250 milhões de 2016. O resultado foi reforçado pela alta de preços dos principais produtos com os quais a empresa trabalha, entre eles o zinco e o cobre. A receita líquida aumentou em 23%, para R$ 7,83 bilhões, e as despesas operacionais foram cortadas em 12%, para R$ 1,34 bilhão. Outra fabricante de metais e seus produtos, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), também observou melhora em suas operações. O negócio, muito impactado em anos anteriores pelo fraco mercado brasileiro, mas também pela parada na produção de níquel, demonstrou lucro de R$ 517 milhões, ante perdas de R$ 217 milhões em 2016. A receita líquida cresceu 8%, para R$ 4,67 bilhões, mesmo ritmo de aumento dos custos, que chegaram a R$ 3,97 bilhões. As despesas com vendas, gerais e administrativas ficaram estáveis, em R$ 279 milhões. "A CBA fechou espaços com maior custo, ajustou seus quadros à nova realidade do mercado e passou a especializar mais na ponta final da cadeia", diz Miranda. "Passamos a companhia a limpo. Ela está modernizada", declara.

Investimentos

Após um ciclo de investimentos para expansão dos negócios, a Votorantim inicia neste ano a desaceleração dos desembolsos de capital para o menor nível em quatro anos, afirmou ao Valor Sérgio Malacrida, diretor financeiro da holding. O orçamento previsto para 2018 é de R$ 2,4 bilhões, queda de 22% sobre o ano passado. Os principais projetos a serem completados neste ano são a adição de capacidade na unidade de cimentos de Charlevoix, no Estado americano de Michigan; a extensão da vida útil da mina de zinco em Vazante (MG); e uma aplicação residual de recursos no complexo eólico Ventos do Piauí, em Curral Novo do Piauí. O restante será usado como "capex" de manutenção, que em 2017 foi de R$ 1,55 bilhão O grupo está em vias de terminar uma série de investimentos para modernizar capacidade produtiva ou expandir os negócios em praticamente todas as áreas nas quais atua, somando quase R$ 12 bilhões só nos últimos quatro anos, com um pico de R$ 3,3 bilhões em 2015. Mesmo com esse montante relevante de desembolsos, porém, a Votorantim tem demonstrado alto nível de fluxo de caixa livre. O índice mede a geração operacional e desconta investimentos, capital de giro, dividendos e efeitos do câmbio. Em 2017, o fluxo foi positivo em R$ 2,85 bilhões. Os dividendos neste ano também deverão aumentar, adianta Malacrida. A expectativa é pagar à família Ermírio de Moraes, controladora do negócio, R$ 760 milhões, relativo ao exercício de 2017, ante R$ 120 milhões em 2016. Em 2015, não houve pagamento. O balanço mostra também que foram pagos R$ 359 milhões no ano passado e R$ 105 milhões no ano anterior, considerando todos os acionistas minoritários dos negócios que não são controlados integralmente pela família. A maior distribuição só é possível porque as métricas de crédito estão em tendência de queda, acrescenta o executivo.

Fonte: Notícias de Mineração

 

 

 

 

 

Saiba mais

27 de fevereiro 2018

Três multinacionais estão interessadas na fábrica de fertilizantes de três lagoas

Empresas da China, Rússia e Noruega disputam a aquisição da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN 3), de propriedade da Petrobrás, em construção no município de Três Lagoas. As empresas já iniciaram negociações com o governo do Estado e da Bolívia sobre o fornecimento de gás natural para abastecimento da fábrica. Mas antes disso, a Petrobrás precisará de uma autorização do TCU, que está validando a campanha de desinvestimento da estatal que, na verdade, se transformou nos primeiro passos da privatização da companhia, que está sendo posto em prática pelo presidente da empresa, Pedro parente, com aval do Conselho de Administração.

De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, empresários dos três países questionam o Estado sobre o fornecimento do combustível. “Houve avanço da negociação com bolivianos que têm interesse em fornecer gás à fábrica e na comercialização de ureia produzida por uma usina instalada em Bulo Bulo, na região central do país”, disse. Com a Petrobras fora da negociação do combustível, o interesse aumenta: “Todos os grupos interessados na UFN 3 precisam definir um fornecedor porque nenhuma empresa pode fazer uma oferta para a UFN 3 sem saber o preço que terá de pagar pelo gás. E para Mato Grosso do Sul é fundamental que esse gás venha da Bolívia, porque a MSGás, a companhia estadual de distribuição de gás, será a fornecedora e porque vai gerar recolhimento de ICMS ao Estado. ”

A MSGás fornece a empresas de Três Lagoas, principalmente às fabricantes de celulose. A UFN 3 deverá utilizar 2,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Espera-se que até maio todo o processo de venda da fábrica esteja concluído e que, no início do segundo semestre, a obra seja reiniciada. A instalação da unidade parou dezembro de 2014, com 82% do plano físico concluído, após a estatal romper contrato com as empresas Sinopec e Galvão Engenharia, acusadas de não pagar fornecedores e prestadores de serviços de Três Lagoas, e que até hoje brigam na Justiça para receber. Além do gás, os empresários também buscam informações sobre a manutenção de incentivos fiscais concedidos à Petrobrás.

Fonte: Petronoticias

Saiba mais

27 de fevereiro 2018

Título Agricultor está mais disposto a investir

A liberação de crédito para pré-custeio e a supersafra de 2016/2017 deixaram os produtores paranaenses mais dispostos a investir em renovação de maquinário e insumos.
Para Norberto Ortigara, secretário da agricultura do Paraná, contudo, o apetite para investimento dos produtores poderia estar melhor.
“Os preços das commodities não estão exuberantes, embora cubram custos em alguns casos, mas os produtores precisam programar a renovação de máquinas, implementos e buscar novas tecnologias”, avalia.
Por outro lado, ele destaca que o recente anúncio de R$ 12,5 bilhões de antecipação de pré-custeio para o ciclo 2018/2019 poderá animar os produtores a fechar negócios.
“Isso permite que o produtor não deixe para fechar negócios na última hora e possa barganhar preços com os fornecedores de fertilizantes e demais insumos”, avalia.
A safra do Estado está estimada em 34,3 milhões de toneladas de milho e soja para o ciclo 2017/2018.
Como em outras regiões do país, foram registrados atrasos no plantio da soja, em setembro, o que também deve afetar o período de plantio da safrinha de milho e a colheita, que está atrasada em 15 dias.
A área de milho primeira safra teve apenas 1% do total colhido, enquanto na área de soja, os trabalhos ainda não tiveram início, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral).
Apenas a Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel) deve receber 18 milhões de sacas de milho, soja e trigo, alta de 12,5% ante as 16 milhões de sacas entregues pelos produtores no ano passado, estima Dilvo Grolli, diretor presidente Coopavel.
Ele atribui o aumento à produtividade obtida nas lavouras e aos estoques elevados nas mãos dos produtores, que esperam o melhor preço para negociar.
“Temos muitas lavouras na região oeste com 70 sacas de soja por hectare, enquanto a média nacional deve ser de 60 sacas”, estima. Na região de atuação da Coopavel, apenas 2% da área de soja está pronta para a colheita.
Para o milho, a perspectiva é de uma produção menor que a do ano passado. “O produtores vão plantar menos milho por uma questão de viabilidade técnica, para buscar o máximo de resultado”, destaca.
Para estimular o plantio na safrinha, a cooperativa está pagando R$ 5 a mais por saca a ser entregue em junho e em julho.
A intenção é garantir a alimentação para aves e suínos. “Existe um problema sério: a conta do milho não fecha. O produtor de soja recebe R$ 62 e o de milho R$ 24. Nós não queremos que a soja baixe, mas que o valor pago ao produtor pelo milho aumente.”
Para ele, o produtor deve direcionar as áreas a serem cultivadas fora da janela de plantio que destinaria áreas antes previstas para a safrinha de milho para a produção de trigo. “O produtor não vai ficar parado. Se não plantar milho vai plantar trigo”, diz. “Com isso, a produção deve crescer do que 30% no Estado”, projeta.

No ano passado, a mostra gerou R$ 1,5 bilhão em negócios. “O produtor passou alguns anos segurando investimentos e está mais disposto e, precisando, renovar o maquinário para a próxima safra”, afirma Rogério Rizzardi, coordenador geral do Show Rural Coopavel, considerado um dos maiores eventos de tecnologia para o agronegócio da América Latina, que aconteceu em Cascavel, no Paraná, de 5 a 9 de fevereiro.

Fonte: Revistamt

Saiba mais

19 de fevereiro 2018

Título Com Nidera Seeds, Syngenta será a segunda em semente de soja

A multinacional suíça Syngenta, controlada pela estatal ChemChina, concluiu ontem a aquisição da Nidera Seeds, seu maior negócio em 17 anos. A investida deve elevar de forma significativa seu poder de fogo no segmento de sementes no Brasil, onde a Syngenta tem enfrentado dificuldades em avançar organicamente para a segunda posição em participação de mercado. Tanto em soja quanto milho, a Syngenta vai abocanhar, a partir de agora, praticamente 20% da comercialização total nacional.

Anunciada no início de novembro, por valor não revelado, a compra da divisão da Cofco International é vista como estratégica para a expansão na América do Sul. A Nidera Sementes têm operações concentradas no Brasil e na Argentina.

"Podemos dizer que agregamos US$ 331 milhões de faturamento na América Latina", afirmou ao Valor Claudio Torres, diretor de sementes da Syngenta para a região, referindo-se aos dados de sementes da Nidera de 2016 - os valores de 2017 ainda não foram divulgados. A Syngenta, por sua vez, faturou com sementes na região US$ 400 milhões no mesmo período.
Os ganhos mais expressivos ocorrerão na concorrida comercialização de sementes de soja, o carro-chefe das lavouras brasileiras. A Nidera desenvolveu um importante banco de germoplasma da oleaginosa. Atualmente, detém cerca de 17% de participação no mercado nacional de sementes de soja. Já a Syngenta tem uma fatia marginal - de 3% a 4%.
No caso do milho, as proporções são inversas: a Syngenta tem grande força nesse segmento, com 13% a 14% de participação de mercado e um portfólio de cerca de duas dezenas de sementes. A Nidera responde por somente 3%. "Iremos ampliar de forma significativa nossa disponibilidade de genética e tecnologias no Brasil", disse Torres. "Com isso, passaremos para a primeira posição [em vendas] em milho safrinha em regiões do Cerrado e do Sul do país. Também seremos os segundos maiores em sementes de soja. Na Argentina, teremos a liderança em sementes de girassol".
Em nota, a Syngenta exaltou ontem a chegada do novo time à estrutura da empresa, sob o comando do brasileiro André Dias. O executivo assumiu o cargo de diretor global na Nidera Sementes em outubro de 2015 e é um velho conhecedor do mercado de insumos agrícolas - ele foi presidente da Monsanto Brasil de 2008 a 2013, e depois assumiu a vice-presidência global de Operações e Supply Chain da multinacional, nos EUA. A Monsanto é a maior produtora mundial de sementes comerciais.
Com a aquisição, a Syngenta - líder já em defensivos agrícolas no Brasil - pretende dar fôlego à estratégia de crescer de forma contínua também em sementes. "De modo geral, queremos sair de uma terceira posição global 'distante' para uma terceira posição 'forte', caminhando para a segunda", afirmou ao Valor o alemão Alexander Tokarz, diretor global de marketing para sementes da Syngenta.
Se no Brasil a intenção é ganhar força em grãos, em outros mercados o foco está voltado para o milho e sementes mais "softs". O controle da ChemChina reforçou o desenvolvimentos de variedades que atendam as próprias questões de segurança alimentar do país. "Para os chineses, pesquisas com sementes de vegetais e de trigo, por exemplo, são mais importantes", disse Tokarz. Nesse sentido, um dos lançamentos mais esperados é o do trigo híbrido - e isso deverá ocorrer só em dez anos. A variedade daria ao cereal um salto inicial de produtividade de 10% a 20%.
O mando chinês trouxe ainda um olhar de desenvolvimento de produto de longo prazo à companhia suíça. "Não termos mais de prestar contas trimestrais aos acionistas foi uma boa mudança para nós. Claro que a ChemChina quer resultados, mas não existe mais aquela pressão do mercado".
O negócio de sementes movimenta globalmente US$ 40 bilhões. A consultoria Mordor Intelligence estima uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 7,1% entre 2017 e 2022. Na liderança global de comercialização de sementes está a Mosanto, com 36%, seguida por DuPont (24%), Syngenta (10%) e o grupo Limagrain (6%). Em vegetais, a Monsanto lidera com 14% do mercado, seguida por Limagrain (11%) e Syngenta (10%).
Fonte: Valor
Saiba mais