06 de novembro 2017

Gerdau inaugura uma nova usina na Argentina

Planta tem capacidade instalada anual de 650 mil toneladas de aço.
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A Gerdau, líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo, inaugurou nesta terça-feira (31) uma nova usina produtora de aço (foto) na cidade de Pérez, província de Santa Fé, Argentina. Há mais de 40 anos não se construía uma usina dessas características no país.  A construção da nova usina, iniciada em 2014, representou um investimento de US$ 232 milhões e a geração de mais de 800 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos, e vale destacar que esse número passou de 1 mil trabalhadores durante a fase de obras. A nova aciaria, que está a seis quilômetros da unidade de laminação da Gerdau localizada na mesma cidade, tem uma capacidade instalada anual de 650 mil toneladas de aço produzidos a partir da fusão de sucata ferrosa, utilizando tecnologia de última geração. “Este investimento de mais US$ de 232 milhões marca o começo da nossa produção de aço na Argentina e reforça nosso compromisso com o país. A Argentina é um mercado estratégico para nós e esta nova usina fortalece a posição da Gerdau na região”, declarou André Gerdau Johannpeter, CEO da Gerdau.
“A nova aciaria não tem apenas relevância para a empresa, mas também é de grande importância para a Argentina, visto que será possível integrar o processo de elaboração e laminação do aço, substituindo as importações de matérias-primas com valor equivalente a US$ 100 milhões anuais. Isso resulta em um aumento da capacidade instalada de produção de aços longos no país em 34%”, destacou Fernando Lombardo, diretor executivo da Gerdau na Argentina e Uruguai.

Fonte:Amanhã
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05 de novembro 2017

Governo aprova dois parques eólicos que aguardavam licença desde 2008

Parques de Maunça (Batalha) e Vigia (Tarouca) implicam um investimento de 50 milhões de euros , Os concelhos da Batalha (distrito de Leiria) e Tarouca (Viseu) viram aprovados por Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado da Energia, dois novos parques eólicos da EDP Renováveis. As candidaturas à atribuição de licenças datam de 2008, mas só agora viram a sua aprovação. Em causa está um investimento de 50 milhões de euros nos parques eólicos de Maunça (20 megawatts) e e de Vigia (28 megawatts). De acordo com um comunicado do gabinete de Seguro Sanches: “A instalação destes projetos, ainda com tarifas feed-in – tarifas subsidiadas –, insere-se na lógica de estabilidade contratual e regulatória assumida pelo governo para o setor”. Segundo a mesma fonte os projetos terão “uma considerável incorporação industrial nacional, de acordo com as contrapartidas do contrato, assumidas pelo promotor com o Estado”. A secretaria de Estado da Energia realça que estes dois projetos marcam o ponto final nas tarifas subsidiadas à produção de eletricidade: “A evolução tecnológica, entretanto registada nos últimos anos, combinada com o forte potencial solar nacional impôs, no entanto, uma mudança de paradigma no setor das energias renováveis”.
 
Neste contexto, refere a Secretaria de Estado da Energia, a “aposta do governo” passa agora pela “promoção de projetos renováveis, sem tarifa feed-in, que penalizem a fatura de energia, em especial das famílias”. Até agora já foram aprovadas 14 centrais solares fotovoltaicas, com uma capacidade de produção de 521 megawatts e ainda se encontram para aprovação vários parques eólicos solar fotovoltaicos capazes de produzir mais 2000 megawatts. Em termos de biomassa, a capacidade instalada de 182 megawatts será aumentada em breve mais 60 megawatts.
 
Fonte: ?Sol
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30 de outubro 2017

Maggi destaca importância da Embrapa para o agronegócio

“A Embrapa dá ao Brasil a legitimidade de chegar em qualquer lugar do mundo e dizer que somos um país agrícola e respeitamos o meio ambiente, pois temos 66% de área preservada”, destacou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, nesta segunda-feira (23), durante visita à sede da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas (SP). O ministro conheceu o trabalho feito no local, com mapas e informações sobre áreas preservadas, plantadas, reservas indígenas e terras usadas na reforma agrária. De acordo com o chefe da unidade, Evaristo Miranda, com base nesses dados, o governo, incluídos a Casa Civil e Ministério do Planejamento, executa políticas de desenvolvimento, de infraestrutura. Outra tecnologia apresentada foi a Embrapa Territorial, que está desenvolvendo o Sistema de Inteligência Territorial da Macrologística Agropecuária, que permite acompanhar dados de preservação. O Sistema monitora dez cadeias produtivas, com informações sobre produção anual, destinação, movimentação interna, externa, subprodutos, fluxo de cargas , picos de exportações e informações de cada região produtora. Incluem a cadeia de grãos, açúcar e álcool e pecuária, entre outras.
Congresso Internacional do Trigo

Em Campinas, Blairo Maggi, ainda participou 24º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, promovido pela associação brasileira do setor (Abitrigo). Ele destacou a força da agroindústria do país e da cadeia do cereal. O ministro lembrou que, no último mês de setembro, os produtos agrícolas representaram 45,8% das exportações totais brasileiras, direcionadas para mais de 150 países.

Fonte: Cenário
 
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24 de outubro 2017

Vale bate recorde de produção no 3º tri

Impulsionada pelo bom desempenho em Carajás, no Pará, a produção de minério de ferro da Vale atingiu volume recorde no terceiro trimestre, e alcançou 95,1 milhões de toneladas, 3,3% acima de igual período de 2016. O mercado considerou o resultado dentro das expectativas. Nas outras áreas de negócios da mineradora, também houve melhorias, caso do níquel e do cobre, nos metais, e do carvão. No relatório de produção divulgado ontem, a Vale reconheceu que os volumes de vendas de minério de ferro para o terceiro trimestre foram menores do que os volumes de produção, levando a um "leve" aumento dos estoques como resultado de necessidades operacionais e estratégias de mercado. Os números de vendas serão conhecidos na quinta-feira, quando a empresa divulgar o balanço financeiro do terceiro trimestre. A corretora Itaú BBA, por exemplo, projeta vendas de 90 milhões de toneladas para o período. Essa projeção, se confirmada, indica uma relação entre o volume produzido e o volume vendido de 94%, acima da relação do segundo trimestre que situou-se em 89% (produção de 92 milhões de toneladas de vendas de 82 milhões de toneladas). Um aspecto relevante, na visão da corretora, é que os impactos para a Vale da formação de estoques no exterior, sobretudo na China, perto dos clientes, chegam ao fim no terceiro trimestre.

A Vale afirmou que os estoques "offshore" chegaram a 30% em relação ao estoque total no terceiro trimestre, o dobro do verificado em 2015 e em 2016, de 15%. "A expectativa é de manter os 30% do total do estoque offshore até o fim de 2017", informou a empresa. A Itaú BBA disse em relatório que o fato de os estoques "offshore" terem chegado em 30% dos estoques totais no terceiro trimestre (o percentual foi de 28% no segundo trimestre) significa que os volumes de vendas podem ficar mais próximos dos volumes de produção nos próximos trimestres. A Vale também reafirmou no relatório que a produção de minério de ferro para 2017 deve ficar próxima do "piso" da meta fixada para o ano, que é entre 360 milhões e 380 milhões de toneladas. A empresa enfatizou que a decisão de ficar no limite inferior da banda está em linha com a estratégia de privilegiar margens ao invés de volumes nas operações de minério de ferro. Como resultado, a Vale cortou 19 milhões de toneladas, em base anualizada, de minérios com alto teor de sílica, em Minas Gerais.

No terceiro trimestre, foi determinante para o recorde no minério de ferro a produção de 45 milhões de toneladas em Carajás, 16,4% acima do mesmo período do ano passado. O crescimento da produção do S11D, inaugurado no fim de 2016, contribui para o resultado. No níquel, a produção alcançou 72,7 mil toneladas, alta de 10,2% sobre o segundo trimestre deste ano e queda de 4,3% sobre o terceiro trimestre de 2016. No cobre, a produção atingiu 118,8 mil toneladas, aumento de 6,6% sobre julho-setembro de 2016. Já no carvão a alta foi de 83% com a produção atingindo 3,2 milhões de toneladas no terceiro trimestre.

Fonte: Valor 

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23 de outubro 2017

Kepler Weber chega ao mercado caribenho

Mercado externo é um dos grandes pilares da companhia.Haiti já contabiliza 15 unidades do Silo Kikapu vendidas neste país, que tem a agricultura como principal atividade econômica; o modelo foi criado especialmente para atender pequenos produtores do mercado africano e agora rompe a barreira continental, Criado e desenvolvido para atender países do Leste Africano – um dos destinos das exportações da Kepler Weber, o silo Kikapu ultrapassou barreiras e já conta com um volume considerável de vendas no Haiti. Estes contratos representam um grande avanço levando suas facilidades para os produtores caribenhos. Desenvolvido pela Kepler Weber em conjunto com a Brazafric, representante da companhia no Leste Africano, o Kikapu se diferencia por agregar responsabilidade ambiental e por permitir que a sua instalação seja viável em qualquer região. O silo tem um sistema de ventilação que funciona por meio de um painel solar incorporado ao produto, garantindo condições ideais de conservação do grão durante a armazenagem, de modo a reduzir perdas ocasionadas pela ação de fungos, insetos e umidade. Trata-se de um equipamento ideal para agricultura de pequeno porte, que está fortemente presente no Caribe.

Cerca de 75% dos mais de 10 milhões de haitianos vivem da agricultura, que emprega dois terços da mão-de-obra do país. O setor representa 31,2% do PIB nacional, contra apenas 7,3% das indústrias. Porém, por conta das crises políticas, guerras civis e condições geológicas como terremotos, os produtores precisam de ajuda externa para desenvolver sua produção. Neste cenário, os produtores do Haiti podem contar com indicador de negócios FME Equipment, que, por meio de linhas de financiamentos como o USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), distribui a maior parte desta ajuda externa de carácter civil e econômico para os interessados. “O mercado externo é um dos grandes pilares da companhia. Quando projetamos o Kikapu, buscamos inseri-lo em realidades adversas, como a africana, com um produto focado nos pequenos produtores. Agora surge a oportunidade de contribuir com o Haiti, agregando sempre mais avanços para o setor de armazenagem de grãos, desta vez em um país que precisa de muitas inovações para se reestruturar”, destaca o diretor-presidente da Kepler Weber, Anastácio Fernandes Filho.

 
Fonte: Agrolink 
 
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23 de outubro 2017

Kepler Weber chega ao mercado caribenho

Mercado externo é um dos grandes pilares da companhia.Haiti já contabiliza 15 unidades do Silo Kikapu vendidas neste país, que tem a agricultura como principal atividade econômica; o modelo foi criado especialmente para atender pequenos produtores do mercado africano e agora rompe a barreira continental, Criado e desenvolvido para atender países do Leste Africano – um dos destinos das exportações da Kepler Weber, o silo Kikapu ultrapassou barreiras e já conta com um volume considerável de vendas no Haiti. Estes contratos representam um grande avanço levando suas facilidades para os produtores caribenhos. Desenvolvido pela Kepler Weber em conjunto com a Brazafric, representante da companhia no Leste Africano, o Kikapu se diferencia por agregar responsabilidade ambiental e por permitir que a sua instalação seja viável em qualquer região. O silo tem um sistema de ventilação que funciona por meio de um painel solar incorporado ao produto, garantindo condições ideais de conservação do grão durante a armazenagem, de modo a reduzir perdas ocasionadas pela ação de fungos, insetos e umidade. Trata-se de um equipamento ideal para agricultura de pequeno porte, que está fortemente presente no Caribe.

Cerca de 75% dos mais de 10 milhões de haitianos vivem da agricultura, que emprega dois terços da mão-de-obra do país. O setor representa 31,2% do PIB nacional, contra apenas 7,3% das indústrias. Porém, por conta das crises políticas, guerras civis e condições geológicas como terremotos, os produtores precisam de ajuda externa para desenvolver sua produção. Neste cenário, os produtores do Haiti podem contar com indicador de negócios FME Equipment, que, por meio de linhas de financiamentos como o USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), distribui a maior parte desta ajuda externa de carácter civil e econômico para os interessados. “O mercado externo é um dos grandes pilares da companhia. Quando projetamos o Kikapu, buscamos inseri-lo em realidades adversas, como a africana, com um produto focado nos pequenos produtores. Agora surge a oportunidade de contribuir com o Haiti, agregando sempre mais avanços para o setor de armazenagem de grãos, desta vez em um país que precisa de muitas inovações para se reestruturar”, destaca o diretor-presidente da Kepler Weber, Anastácio Fernandes Filho.

 
Fonte: Agrolink 
 
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23 de outubro 2017

Porto do Rio Grande atinge 31 milhões de toneladas

A Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) concluiu o levantamento de dados dos noves meses de movimentação, neste ano, do complexo em Rio Grande. Entre janeiro e setembro de 2017, foram mais de 31 milhões de toneladas movimentadas, o que representa um aumento de 1,76% quando comparado ao mesmo período de 2016. Comparando apenas setembro, o crescimento foi de mais de 8%, ultrapassando 3,5 milhões de toneladas. "O porto do Rio Grande vive um momento muito positivo no que tange sua movimentação. Estamos conseguindo cumprir com os contratos e ampliar o movimento. Isso mostra que mesmo com todas as dificuldades estamos trabalhando incansavelmente para termos um porto competitivo e ágil ao Rio Grande do Sul", afirma o diretor superintendente Janir Branco.

Os produtos que mais aumentaram a movimentação foram o arroz ( 2,8%) e a soja em grão ( 13,3%). Os granéis sólidos cresceram 1%. A carga geral é outro grande destaque de 2017, que segue com amplo crescimento de mais de 5,4%, totalizando até setembro mais de 8,3 milhões de toneladas. A movimentação total do complexo chega a 31.008.297. Os contêineres também se destacam, com o crescimento de mais de 4% nos nove primeiros meses. "A Suprg está trabalhando forte, seguindo as determinações do governador Sartori, do secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, e do chefe da Casa Civil, Fábio Branco, para vencer os desafios do assoreamento natural do canal, manter os contratos e empregos no porto do Rio Grande", conclui Branco. A soja é sempre importante para o desenvolvimento do porto gaúcho. Até o momento, já foram movimentadas mais de 11,8 milhões de toneladas do complexo, que une óleo, farelo e grão. Apenas do grão, foram mais de 10 milhões de toneladas. O complexo representa mais de 38% de toda a movimentação do porto. O principal destino desses produtos são os países asiáticos, em especial a China.

Fonte: Uol

 

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17 de outubro 2017

Cerealistas terão nova linha para armazéns

O governo prepara uma Medida Provisória para permitir que as cerealistas possam financiar a construção de armazéns com os juros subsidiados do Plano Safra. Atualmente, essas comercializadoras de grãos são proibidas pelo Banco Central de acessar linhas de crédito do PCA (armazenagem) ou de custeio e investimento com recursos controlados. A benesse só é permitida na tomada de crédito rural para operações de comercialização. A decisão do governo em oferecer às cerealistas essa alternativa mais vantajosa de financiamento para armazenagem acontece num momento em que os preços de soja e milho ainda se encontram em baixo patamar no mercado doméstico, o que tem tornado lento o ritmo de vendas dos grãos mais produzidos no país neste ano. Com isso, aumenta a necessidade de investimentos em silos e armazéns.

A proposta de lei, que já foi assinada pelos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Blairo Maggi (Agricultura), agora está na Casa Civil e cumpre uma promessa feita pelo governo quando lançou o Plano Safra 2017/18, em 7 de junho. O texto deve prever a criação de uma linha de crédito de armazenagem específica para as cerealistas, nas mesmas condições do PCA no ciclo atual - juros de 6,5% ao ano, três anos de carência e 15 anos para pagamento. Neri Geller. secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, adianta que foi definido um montante inicial de R$ 300 milhões para a nova linha, que virão do orçamento inicialmente previsto para o PCA em 2017/18, que chega a R$ 1,6 bilhão. Para que isso aconteça, porém, é preciso que um projeto de lei que será enviado ao Congresso preveja o crédito suplementar no orçamento federal.

"A MP autoriza o financiamento, mas o segundo passo é um projeto de lei que vamos mandar para o Congresso abrindo orçamento para equalizar as taxas de juro da nova linha de armazenagem", disse Geller ao Valor. O Ministério da Agricultura argumenta que o PCA não ficará desamparado. Caso haja demanda adicional por parte de produtores ou cooperativas, o governo poderá remanejar recursos de outras linhas com procura menor. As cerealistas avaliam, entretanto, que o governo demorou em criar a nova linha de crédito e que o volume de recursos prometidos está aquém da demanda do segmento, que gira em torno de R$ 1 bilhão por ano. De acordo com Roberto Queiroga, diretor-presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), que reúne cerca de 150 empresas da região Sul e dos Estados de Mato Grosso e Goiás, essa grande demanda em potencial reflete os juros mais elevados que o segmento precisa contratar justamente por não contar com taxas subsidiadas até agora. "Tem mais de três anos que a gente pede uma linha para financiar armazenagem. Se a MP tivesse sido editada logo depois do lançamento do Plano Safra já teríamos armazéns hoje operando, mas ainda não sabemos quando os recursos vão estar disponíveis", afirmou o dirigente. De acordo com a Acebra, as empresas cerealistas movimentam cerca de 30% a 40% de todo volume de grãos comercializado em cada safra no Brasil - o que, na temporada 2016/17, equivaleu a cerca de 95 milhões de toneladas.

Fonte: Valor
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17 de outubro 2017

Cerealistas terão nova linha para armazéns

O governo prepara uma Medida Provisória para permitir que as cerealistas possam financiar a construção de armazéns com os juros subsidiados do Plano Safra. Atualmente, essas comercializadoras de grãos são proibidas pelo Banco Central de acessar linhas de crédito do PCA (armazenagem) ou de custeio e investimento com recursos controlados. A benesse só é permitida na tomada de crédito rural para operações de comercialização. A decisão do governo em oferecer às cerealistas essa alternativa mais vantajosa de financiamento para armazenagem acontece num momento em que os preços de soja e milho ainda se encontram em baixo patamar no mercado doméstico, o que tem tornado lento o ritmo de vendas dos grãos mais produzidos no país neste ano. Com isso, aumenta a necessidade de investimentos em silos e armazéns.

A proposta de lei, que já foi assinada pelos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Blairo Maggi (Agricultura), agora está na Casa Civil e cumpre uma promessa feita pelo governo quando lançou o Plano Safra 2017/18, em 7 de junho. O texto deve prever a criação de uma linha de crédito de armazenagem específica para as cerealistas, nas mesmas condições do PCA no ciclo atual - juros de 6,5% ao ano, três anos de carência e 15 anos para pagamento. Neri Geller. secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, adianta que foi definido um montante inicial de R$ 300 milhões para a nova linha, que virão do orçamento inicialmente previsto para o PCA em 2017/18, que chega a R$ 1,6 bilhão. Para que isso aconteça, porém, é preciso que um projeto de lei que será enviado ao Congresso preveja o crédito suplementar no orçamento federal.

"A MP autoriza o financiamento, mas o segundo passo é um projeto de lei que vamos mandar para o Congresso abrindo orçamento para equalizar as taxas de juro da nova linha de armazenagem", disse Geller ao Valor. O Ministério da Agricultura argumenta que o PCA não ficará desamparado. Caso haja demanda adicional por parte de produtores ou cooperativas, o governo poderá remanejar recursos de outras linhas com procura menor. As cerealistas avaliam, entretanto, que o governo demorou em criar a nova linha de crédito e que o volume de recursos prometidos está aquém da demanda do segmento, que gira em torno de R$ 1 bilhão por ano. De acordo com Roberto Queiroga, diretor-presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), que reúne cerca de 150 empresas da região Sul e dos Estados de Mato Grosso e Goiás, essa grande demanda em potencial reflete os juros mais elevados que o segmento precisa contratar justamente por não contar com taxas subsidiadas até agora. "Tem mais de três anos que a gente pede uma linha para financiar armazenagem. Se a MP tivesse sido editada logo depois do lançamento do Plano Safra já teríamos armazéns hoje operando, mas ainda não sabemos quando os recursos vão estar disponíveis", afirmou o dirigente. De acordo com a Acebra, as empresas cerealistas movimentam cerca de 30% a 40% de todo volume de grãos comercializado em cada safra no Brasil - o que, na temporada 2016/17, equivaleu a cerca de 95 milhões de toneladas.

Fonte: Valor
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16 de outubro 2017

Empresa inaugura fábrica de correias transportadoras no Pará

A Correias Mercúrio, fabricante paulista de correias transportadoras para segmentos como mineração, inaugurou ontem (4) uma nova fábrica no Distrito Industrial de Marabá, localizado na região Sudeste do Pará. A empresa investiu R$ 100 milhões na instalação do empreendimento.
"Este é um momento especial, pois é um passo a mais que a indústria paraense dá, uma vez que esta unidade é referência para o Norte e Nordeste do Brasil. Entendemos que sua instalação tem grande relevância em função da geração de emprego, da verticalização de alguns produtos da nossa região e por viabilizar alguns mercados", afirmou Zequinha Marinho (PSC), vice-governador do Pará. Com 72 anos de existência, a Correias Mercúrio é a maior produtora de correias de cabo de aço da América do Sul, com produção de mais de 16 mil toneladas de correias ao ano. A instalação do empreendimento em Marabá representa um investimento de R$ 100 milhões. A unidade, primeira a produzir correias transportadoras no Norte do país, já opera em três turnos, devido à alta demanda de produção. "O Pará foi escolhido pelas questões de infraestrutura local, a seriedade do Governo do Estado, e as possibilidades que foram apresentadas para nós, desde o ponto vista do terreno no distrito industrial, até a receptividade e o apoio do Estado e da prefeitura de Marabá. Tudo isso fez com que a Mercúrio, ao estudar entre Estados do Norte e Nordeste do Brasil, elegesse o Pará, e estamos muito felizes pelo sucesso que a fábrica vem tendo aqui", disse o CEO da Mercúrio, Ivan Zanovello Ciruelos.

As correias transportadoras desempenham um papel fundamental em setores de base, como a siderurgia, agronegócio e a mineração. O material produzido no Pará irá suprir com maior eficiência a demanda das indústrias instaladas na região, assim como abastecer as dos demais estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste, atendidas pela fábrica da empresa em Jundiaí, São Paulo. A nova unidade está instalada em uma área de 100 mil metros quadrados e tem capacidade de produção de 7 mil toneladas por ano. "Esta indústria representa um novo momento em que o Estado, a região sudeste do Pará, Marabá e os municípios mineradores, buscam fazer com que a mineração traga mais conquistas sociais e econômicas. O fato de você comprar esses insumos não em outros locais, mas fabricá-los no próprio Estado para oferecer para as mineradoras daqui, permite que a gente possa ter mais empregos e mais circulação econômica na região, além de criar a cultura da verticalização das nossas matérias-primas", afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki. Atualmente o Brasil é o maior mercado consumidor de correias transportadoras da América do Sul. Com a fábrica de Marabá, a unidade de Jundiaí vai direcionar parte de sua produção também ao mercado internacional. O início das operações da fábrica representa a abertura de 200 postos de trabalho diretos e indiretos. Para priorizar os fornecedores e a mão de obra local, a empresa realizou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que ofertou cursos gratuitos específicos para a qualificação dos seus empregados.

Segundo a Correias Mercúrio, a concepção da fábrica também levou em consideração a questão ambiental, com a adoção de tecnologias com menor impacto para a natureza, redução do desperdício e a destinação adequada de resíduos, com 100% dos efluentes tratados. Sua estrutura foi concebida dentro do modelo lean manufacturing, que apresenta os mais avançados conceitos e as melhores práticas produtivas, bem como estratégias inovadoras de produção para resultados de alto desempenho. "Esse é um investimento de quase R$ 100 milhões que aumenta a capacidade da empresa em quase 30%. Para o Estado do Pará traz desenvolvimento, empregos qualificados, ajuda o desenvolvimento da região e de Marabá, além de ficarmos mais integrados à economia do Pará, já que boa parte dos nossos clientes estão localizados aqui e estão relacionados a cadeia de mineração. É extremamente importante e gratificante estarmos aqui concluindo esse investimento", disse Ciruelos. As informações são do governo do Pará.

Fonte: Notícias de Mineração 

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09 de outubro 2017

Raízen faz proposta vinculante por ativos da Shell na Argentina

A Raízen Energia anunciou nesta sexta-feira que a Raízen Combustíveis submeteu uma proposta vinculante para adquirir o negócio de refino, distribuição de combustíveis e lubrificantes da Shell na Argentina, segundo comunicado divulgado pela companhia. A empresa disse que no momento não pode dar mais detalhes da proposta, uma vez que esta foi feita no âmbito de processo de concorrência.
Em agosto, a Reuters havia informado que a unidade da Raízen, que controla a segunda maior rede de postos de combustíveis no Brasil, estava perto de comprar ativos da Shell na Argentina, em um acordo avaliado em mais de 1 bilhão de dólares, segundo duas fontes afirmaram na época. Em comunicado nesta sexta-feira, a Raízen afirmou ainda que não é possível fazer qualquer previsão acerca do desfecho da operação, uma vez que o processo de concorrência conta com a participação de outros interessados, cujas propostas também estão sob análise pela Shell. A Raízen é um joint venture da brasileira Cosan com a Shell.

Fonte: Reuters?
 

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09 de outubro 2017

Carajás é exemplo a ser seguido em toda a Amazônia, diz ministro

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse nesta terça-feira, 3, que a exploração de minério de ferro feita pela Vale em Carajás, no Pará, deve ser vista como modelo para novos projetos minerais previstos para toda a Amazônia. Em audiência pública realizada no Senado, Coelho Filho voltou a dizer que as polêmicas que levaram à revogação do decreto que acabava com a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) foram alvo de um debate “apaixonado” sobre o assunto. “Esse é um debate que a gente precisa fazer, com todo respeito, de forma desapaixonada”, disse. “Ninguém aqui quer fazer mineração e acabar com o meio ambiente. O que nós queremos é, sim, poder explorar nosso potencial mineral. É, sim, poder preservar as nossas riquezas. Nós temos condições de avançar muito mais na mineração, de gerar muito mais emprego no setor mineral”, comentou.

 “Nós vamos seguir nesse caminho ou não vamos seguir? É uma decisão que tem que ser tomada como País.” Segundo o ministro, a exploração permite que o governo passe a ter maior controle das áreas. “Dá, sim, para ter mineração e preservação, e obrigar as empresas a também ter responsabilidade pela área que precisa ser preservada. Carajás é exemplo de algo que pode e deve ser replicado”, afirmou. Ao citar a revogação do decreto da Renca, Coelho Filho disse que o País precisa prosseguir com os debates, “para poder endereçar a forma de exploração do potencial mineral, seja dentro ou fora da reserva mineral, mas na Amazônia como um todo”.

 Renca

 Em 26 de setembro, o presidente Michel Temer (PMDB) publicou a decisão de revogar o decreto de extinção da Renca, uma área da floresta entre os Estados do Amapá e do Pará equivalente ao tamanho do Espírito Santo. Ao revogar o decreto, o governo restabeleceu as condições originais da área, criada em 1984. O decreto de extinção da reserva foi assinado por Temer no dia 23 de agosto. Diante da repercussão negativa, o governo fez outro decreto, o que não aplacou as críticas vindas, inclusive de especialistas e da classe artística. O Ministério de Minas e Energia, depois, publicou portaria para congelar por 120 dias a proposta. A extinção da Reserva também era questionada no Senado. A Renca originalmente não era uma área de proteção ambiental. Ela foi criada para assegurar a exploração mineral ao governo, mas, com o passar dos anos, acabou ajudando a proteger a região, na Calha Norte do Rio Amazonas, que é hoje uma das mais preservadas da Amazônia.

Fonte: Isto É Dinheiro
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