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05 de fevereiro 2018

Anglo American produziu mais no Minas-Rio em 2017

 
A mineradora Anglo American informou ontem que a produção de minério de ferro no projeto Minas-Rio, que mantém no Brasil, produziu menos durante o quarto trimestre do ano passado. Mas em 2017, como um todo, o volume extraído avançou, se aproximando da atual capacidade nominal da mina. Foram 3,95 milhões de toneladas produzidas de outubro a dezembro, uma queda de 19% ante o mesmo período de 2016. O resultado, segundo o grupo, foi provocado pela menor teor de ferro do minério extraído, o que já era esperado. Já no acumulado do ano, a produção ficou 4% maior e atingiu 16,8 milhões, graças a investimentos para elevar a capacidade operacional. Atualmente, o Minas-Rio - que além da atividade da extração em Conceição do Mato Dentro (MG), possui o maior mineroduto do mundo, de 529 quilômetros, ligando a mina ao porto do Açu - tem capacidade produtiva de 17 milhões de toneladas, mas quer obter as licenças necessárias hoje para iniciar as obras que permitirão a esse limite subir para 26,5 milhões de toneladas até 2020.
Está agendada para hoje reunião do Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) para decidir se serão concedidas licenças prévia e de instalação para iniciar a etapa 3 do projeto. O grupo está confiante de que vai conquistar as autorizações, requisitadas há mais de dois anos para atingir a capacidade nominal planejada anteriormente. A previsão é que já no segundo semestre deste ano também seja obtida a licença operacional, que permitirá à Anglo acessar o minério. As obras devem empregar cerca de 800 pessoas em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, com investimentos de R$ 1 bilhão. Com a operação já em andamento, há espaço para a criação de mais cem postos de trabalho - esses, definitivos. Hoje o Minas-Rio emprega 4.800 trabalhadores próprios e terceirizados. Sobre uma potencial expansão no futuro, a Anglo disse que segue "atenta às oportunidades do mercado", mas que não há nada nos planos por enquanto. "Nosso foco permanece na continuidade do negócio com a obtenção das licenças, buscando melhorar nossa estabilidade operacional", declarou, em nota. Ontem, a companhia também reportou que a operação sul-africana de Kumba teve recuo de 2% na produção do quarto trimestre, em comparação anual, para 11,6 milhões de toneladas. Na mina de Sishen, a queda foi de 8%, para 7,8 milhões de toneladas, enquanto em Kolomela houve alta de 12%, para 3,9 milhões de toneladas. No ano, em Kumba foram extraídas 45 milhões de toneladas, mais 8%.
A Anglo American também informou que foram produzidas 11,4 mil toneladas de níquel nas suas operações em Goiás - em Barro Alto e na Codemin, de Niquelândia - entre outubro e dezembro, o que representa avanço de 5% sobre igual período de 2016 e também um recorde histórico para essas unidades. No ano cheio, contudo, o volume caiu 2%, para 43,8 mil toneladas. "[O crescimento no último trimestre] foi resultado de uma maior estabilidade operacional", explicou a companhia. No caso do cobre, a alta na produção foi de 1% durante os últimos três meses de 2017, em comparação anual, para 148,6 mil de toneladas, apoiada no desempenho operacional das minas chilenas de Los Bronces - que viu aumento de 1% - e de Collahuasi - crescimento de 8%. No acumulado do ano, a produção total de cobre subiu 0,4%, para 579,3 mil de toneladas. A companhia também registrou queda de 8% no volume de carvão metalúrgico produzido para exportação no quarto trimestre, para 4,92 milhões de toneladas, e aumento de 1% no ano, para 19,66 milhões de toneladas. No caso do carvão térmico para exportar, as quedas foram de 2% no trimestre e de 4% em 2017, para 6,89 milhões de toneladas e 26,51 milhões de toneladas, respectivamente.
Fonte: Valor ​