Voltar

27 de novembro 2017

Exportações do setor agropecuário crescem mais de 150% em um ano

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra de uma participação minoritária da Agrícola   Alvorada, empresa de revenda de grãos e produtos agrícolas, pela  Bunge  Brasil. A fatia adquirida pela multinacional americana e o valor da transação não foram divulgados. A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União.  A Agrícola Alvorada, com sede em Primavera do Leste (MT), conta com oito filiais em cinco municípios de Mato Grosso. A empresa, fundada em 2002, tem armazenagem própria e, em 2006, entrou na atividade de revenda de insumos agrícolas - hoje, comercializa defensivos da Basf e da Rotam, sementes da Monsanto e fertilizantes. Desde 2008, a Agrícola Alvorada  trabalha com beneficiamento de sementes para comercialização de painço, capim sudão, milheto, sorgo e outros, bem como na segregação de soja e milho convencional.

Em parecer, o Cade pontuou que a participação da Bunge na área de armazenagem é  “serviço cativo intragrupo sendo que, em 2016, apenas uma parcela mínima da capacidade de armazenamento dos silos da Bunge foi dedicada à armazenagem de grãos de terceiros”. Além desse fato, argumentou o parecer do Cade, “ as partes defendem que suas atividades se dão em mercados geográficos distintos e visando a clientelas com perfis completamente diferentes”. Sobre a comercialização de grãos, o parecer destacou que o mercado é pulverizado e a participação conjunta das requerentes, após a operação, ficará entre 10%  e 20%  no mercado de comercialização de soja e entre 0% e 10%  no mercado  de milho. “Portanto, a operação não eleva a participação de mercado das partes acima do percentual de 20%. Ademais, a participação da Alvorada tem pouca representatividade em relação à Bunge, o que ratifica, de certa forma, a justificativa estratégica apresentada pelas partes com relação à operação em tela”, afirmou o Cade, em parecer.
 
Fonte:Valor